segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Super nanny, parte 1 (sim, porque serão muitas partes!)

Oi, gente!
Vocês sabem, eu sou mais ou menos como toda mãe...Só vejo defeitos nos filhos dos outros, nas criações dos outros, e acho que a Manuela é uma menina ma-ra-vi-lho-sa! Eheheheh.
Mas, não é simples assim. Primeiro, soube que Manuela chegava na escola e arrancava a chupeta da coleguinha Ana Clara que, coitada! Confortável emocionalmente chupando seu pipo, era "atacada" por MINHA filha, que lhe roubava seu pipo precioso! Rs.
Agora, passamos uma semana no apartamento de minha tia. Gente, a chuva de todos os dias não foi nada perto do tornado "Manuela" que por lá passou...Rs...É, tem que rir agora que já passou! Rs. Ela dava uma volta e voltava para o computador, pedindo pelo "pate"...O pato do pocoyo, possível de ser assistido graças ao youtube. Era uma repetição de "pate, pate, pate"...Rs.
Na hora da fominha, ela ficava na porta da geladeira, tentando abri-la e repetindo "papá, papá, papá!"
Aqui em casa, cercada de tudo o que é familiar para mim e para ela, os pedidos pelo "papá" não me pareceram tão autoritários como soaram lá. Ela corria, escalou o móvel da pia, cujas portas eram de espelhos, porque ela queria alcançar uma caneca que estava escondida dentro da pia...Gente!!!!!!
Tio Aldo achou para ela um apelido à altura: carrapeta, que é um pião que gira um monte. Rs. Pois é, a pequena aprontou. Rs. Além disso, ela agora joga objetos pelos ares sempre que contrariada. grita, esperneia...Em casa, eu deixo ela dar o ataque dela sozinha, mas na casa da titia não ia deixá-la ficar dando chilique um tempão, né? olhem, a pequena me deu uma canseira E-NOR-ME...
Rs.
Em busca de tentar me consolar sobre o assunto, lá corri eu atrás de orientação. Li que é comum entre 1 a 3 anos esses ataques repentinos e violentos...Humhum...Também li que nessa idade não há que se falar, ainda, em crianças manipuladoras ou tiranas, que elas estariam lidando com suas frustrações sem saber expressar-se, contudo, como gostaríamos...Humhum...Os guias dos ataques dos filhos inclui: jogar coisas no chão, socar o chão, chutar e gritar....Humhum...O pequeno pode até prender a respiração e ficar roxinho, roxinho...Humhum,né?
Os especialistas tentam ajudar...Nessas horas não é bomd eixar o filho sozinho, porque ele pode ainda sentir-se abandonado. Uns recomendam abraçar o filho, outros acham melhor não...Hum...Ficar por perto, com calma (!!! Até que isso eu consigo, sim. Rs) e o mais importante: não ceder e fazer o que o filho quer....Hum. Se a criança bater em alguém ou acertar alguém com algum objeto, pode ser melhor tirá-la do ambiente, deixa-la a sós com você para uma conversa (se ela já entender, é claro! Com uma criança que ainda está falando russo "adi" "olhé", não dá, né? Rs).
Como eu fiz Antonio ir comigo a uma palestra de uma psicóloga que só falou da educação emocional dos filhos, vale lembrar o que ela disse: que só começamos mesmo a limitar os atos dos filhos quando eles já se expressam minimamente, lá pelo 1 ano e meio. E que é fundamental conversar com os filhos sobre seus sentimentos. Então, após o ataque enfurecido do pequeno, é essencial que conversemos sobre o que ele sentiu, porque se irritou, e mostrar a ele que sua resposta ao sentimento não foi agradável e que pode ser expressa de forma diferente da próxima vez. Conversar, não precisa ter agora o ataque de mãe, né?
Uma dica que também pesquisei é a de prevenir os ataques, não expondo seu filho inadvertidamente às situações que o desagradam. Preparar seu filho, inclusive, para as situações que o desagradam. Quanto à comida, sabendo que naquele horário o filho gosta de comer, já ter um lanche à mão. Comigo fica difícil porque Manuela passa o dia comendo...Rs...Agora ela já fala "bana", para banana. Ontem, foram duas bananas, sucrilho sem açúcar, almoço, jantar, churrasco, sucos e sucos...Rs. Tenho que manter uma comida saudável em casa, porque ela já experimentou batata frita, quando saímos para um barzinho, e bolo de chocolate em um churrasco...Tornou-se inevitável diante do apetite da Manuela...
Respeitar a independência do seu filho também ajuda. Manuela detesta que eu tente lhe dar comida, quando ela é quem quer comer sozinha. E o faz muito bem, até. Mas, tente tirar a colherzinha de sua mão e a colher voará!
Como tudo o que diz respeito aos filhos, há sempre um outro lado...Rs...As birras devem ser bem analisadas, pois às vezes elas podem indicar stress do filho. Uma separação tumultuada dos pais, muitas brigas, eventos que lhe causem impacto negativo podem provocar um comportamento mais agressivo  e ataques mais frequentes. Ou simplesmente, a mãe mima o filho e cedeu aos ataques passados e agora tem que lidar com um filho que dá ataque para tudo...Morde os coleguinhas na escola, chuta, joga objetos no chão...E isso já passando dos 2 anos...Olho aberto! Mimar só estraga o filho, só, não traz beneficio algum. ZERO!

Eu aprendi com Manuela. Não faço o que ela quer, e logo, logo ela esquece tudo e passa a se interessar por outras coisas. Agora, quando eu fico tentando de alguma forma consolá-la, ela continua tendo o ataque...Dificil é manter a calma em público, porque eu me vejo tentando acalmá-la para não chamar atenção dos outros, também porque os outros não precisam presenciar uma cena infantil, e, a maioria, inclusive, faz cara feia, mesmo sendo uma coisa normal para a idade...Enfim...É bem difícil...
Fiquemos por aqui...A chuva passou, as professoras da Manuela devem estar com toda a paciência do mundo nessa segunda feira! Rs.
Beijos
Gilda

Por onde começar?




Gente, oi.
Antes de começar, apenas uma pequena ilustração do meu humor...Rs.
Chove insistentemente na Curitiba-cinzenta-de-todo-dia desde sábado...Hoje já é segunda-feira...
A Dilma não ganhou no primeiro turno e isso foi o pior acontecimento do ano pra mim...
Eu estou revoltada com os votos para a Marina-não bebo-não fumo-não trep....Entenderam, né?
Tenho vários assuntos para escrever aqui e faz 10 graus nessa Curitiba- fria-de-todo-dia...
Rs.
Vamos lá! Rs
...
Viajamos para o Rio de Janeiro, e lá eu e Manuela ficamos por uma semana. Antonio voltou na quarta, após o término do curso que ele foi fazer lá no Rio. Como os ventos já indicavam a tempestade que se formaria no domingo das eleições, a Linda cidade do Rio de Janeiro estava cinza e chuvosa (COMO ASSIM, SÃO PEDRO? EU SAIO DE CURITIBA E NÃO ADIANTA? A CHUVA ME PERSEGUE AGORA?). 
No sábado à tarde, já senti Manuela quente...Compramos termômetro e paracetamol. Sim, ela estava febril. Como a orientação do pediatra era ministrar o paracetamol quando a temperatura alcançasse 38,5 graus, ficamos monitorando a temperatura de Manuela. 
Queríamos dar uma volta, só chovia, ventava...Nada disso, ficamos o sábado bem quietinhos. Manuela apresentou um quadro de febre e ministramos o paracetamol quando a temperatura alcançava 38,5 graus. 
Não pensem vocês que Manuela se abateu...Não! Pedia papá cinquenta vezes ao dia, como normalmente faz, correu e explorou parte do apartamento da minha tia e quis ser amamentada além da conta.
No domingo, passamos boa parte da tarde na casa dos nosso amigos carolina e Fadel. Lá é que  Carol fez algumas fotos com Manuela.
Na segunda feira, ainda nessa oscilação de estado febril para o de febre, marquei consulta com uma pediatra lá mesmo em ipanema. Nada de emergência, porque uma vez já me aborreceu por muito tempo! 
No meio da tarde, a temperatura de Manuela subitamente elevou-se a 39,9! Ministrei o paracetamol e liguei para o consultório da médica. Esta não havia chegado ainda, mas a secretária me orientou a colocar Manuela de molho em água morna, morna para fria por 20 minutos. Pois foi o que eu e minha tia fizemos. Tadinha, ela detestou! Até porque nem deu para amornar muito a água. Em menos de 10 minutos eu a tirei da água e medi sua temperatura. Já estava em 38, 5. Rápido assim. 
Então, liguei para Antonio nos encontrar e seguimos para a consulta com a pediatra. Todo esse tempo Manuela estava bem, apenas um pouco chorona.
No consultório da médica Manuela já estava com 36, 5...Rs. Foi bem examinada e eu conversei sobre as orientações do pediatra da Manuela e a experiência na emergência. Ela confirmou as orientações do pediatra da Manuela, disse tratar-se de um resfriado, apenas, mas como a febre da Manuela estava subindo muito rapidamente, ela deu as seguintes orientações:
1. Quando a temperatura de Manuela chegasse a 37,8 graus, já era para ministrar o paracetamol;
2. Alternar o paracetamol com a novalgina, o que segundo a médica, é habitual no Rio de Janeiro, além do que a novalgina seria mais eficáz em controlar a febre;
3. No caso de febre alta, ensopar um par de meias da Manuela com alcool e calçá-la com isso. O alccol esfria a temperatura corporal rapidamente e vai se evaporando;
4. Prescreveu duas vitaminas, redoxon e....para ajudar a Manuela a enfrentar o resfriado;
5. Prescreveu allegra para ajudar na corisa que Manuela apresentava, também;
6. Aguardar, ainda, porque a febre poderia durar de 3 a 5 dias.
Bom, saímos todos mais tranquilos do consultório. Não fosse a chuva que caía, voltaríamos andando para o apartamento da minha tia. Apesar do tempo ruim na cidade, parecia que minha pequena ia começar a ficar melhor e curtir o Rio...Rs.
Na terça, ainda, Manuela teve febre, mas ministramos os remédios e logo a febre baixava. Ela dormiu sem febre, mas de madrugada, sua temperatura elevou-se rapidamente e tivemos que passar o alcool e ministrar a novalgina. Ela acordou bem na quarta, sua temperatura manteve-se bem. Foi a primeira vez que saí para passear com ela e minha tia. Ficamos em um shopping, para preservá-la do vento e chovisco...Ela brincou bem, andou de carrinho, se divertiu muito, comeu bem, paquerou todo mundo, mas, ainda a monitoramos até o dia seguinte, quando sua temperatura finalmente ficou normalizada, sem alterar-se mais. 
Por que a preocupação com a elevação brusca da Manuela? É que em caso de elevação brusca na febre, a criança pode ter uma convulsão febril, que é uma convulsão generalizada em resposta à febre. Foi essa a observação da médica e eu, claro, acabo de pesquisar sobre o assunto. Rs. 
Essa convulsão é mais comum em crianças de 3 meses a 5 anos. Manuela estava bem dentro dessa estatística. Pelo que li não há causas conhecidas para essa convulsão e há quem diga que possa ser uma predisposição genética. Li, também que há recorrência de convulsão, quando ela tenha ocorrido ainda no primeiro ano de vida da criança. 
Uma convulsão severa seria aquela que durasse mais de 10 minutos e segundo ainda a fonte que li, uma pesquisa da USP (http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/333.pdf  ), a convulsão mais severa é percebida mais na primeira ocorrência da convulsão febril. Na pesquisa, inclusive, o médico - neuropediatra, orienta que o tratamento para a convulsão febril deva se estender até os 5 anos...Bem, o bom da pesquisa foi que na estatística constou que na maioria dos casos de convulsão febril pesquisados não houve recorrência da mesma. E, quando houve recorrência, esta se deu mais uma única vez. Isso é muito bom, porque quanto mais convulsões febris ocorrerem numa criança, maior a chance de lesões neurológicas.
Manuela não teve a convulsão, mas, como eu nunca havia ouvido falar nisso, apenas sabia do medo da febre alta, achei muito importante escrever sobre isso. Afinal, os filhos dos meus amigos são pequenos e eventualmente tem febre. Conhecer mais sobre a febre também tem sido uma motivação para mim, porque detesto lidar com algo misterioso, e a febre tem que começar a ser cada vez menos misteriosa para mim, ora pois!! Rs.
Eu também não estava muito certa sobre o momento de ministrar o paracetamol, se certinho de 4 em 4 horas, ou somente no estado de febre. Antonio disse que era no último caso, eu segui sua orientação, mas disse estar insegura quanto a isso. A médica, porém, me esclareceu que só na situação de febre é que se ministra o paracetamol. Pronto! Mais uma lição anotada. Rs.
Pois é, gente, Manuela ficou bem e a chuva deu uma trégua total na quinta feira, quando eu caminhei horrores por ipanema com ela e minha amiga Carol. Depois, voltamos para casa, porque não dá para exagerar, não é mesmo? Rs.
Voltamos para casa na sexta, dia em que só saí pela manhã para tomar café no delírio tropical com a Manuela e dar uma volta. Na próxima postagem, conto tudo o que ela aprontou no apartamento da minha tia! Rs.
Beijos
Gilda