segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E a bolsa? estoura ou não estoura?

Oi!
Estou gravida e contabilizando 23 semanas e alguns dias. Diante da data significativa, pois começo a migrar do segundo trimestre para o terceiro trimestre, alguns assuntos são importantes de ler e conversar. É o caso da bolsa. Vocês sabem onde fica a bolsa? :) ela envolve todo o bebê e ainda fica um pouco dela para além do útero, protegendo-o do contato externo. É uma bela proteção da natureza!
Algumas grávidas tem a ruptura da bolsa antes do terceiro trimestre. Outras tem sua ruptura no terceiro trimestre, mas o fato é que na ordem natural do trabalho de parto, não é a bolsa que deve ser o primeiro momento...
Antes do terceiro trimestre há discussões entre países, inclusive. Pois há países que demarcam o período em que um trabalho de parto seria abortivo. No Brasil, segundo meu médico, não há essa demarcação legal, mas há a avaliação médica de cada caso para analisar a viabilidade de um nascimento. Então, sendo a bolsa rota - bolsa que estourou primeiro, um indicativo de que o trabalho de parto vai começar, pode entrar em discussão a questão difícil do aborto..
Mas, em uma gravidez regular, como a maioria é, a ruptura da bolsa em primeiro lugar (como acontece em todos os filmes...Rs), e não há início de contração nas primeiras horas seguintes, não é trabalho de parto. Normalmente a grávida começará o trabalho de parto boas horas depois. Em muitos casos, 24 ou 48 horas depois. Eu li, inclusive, que um estudo na Inglaterra não encontrou diferenças comparáveis entre aguardar 12, 24 ou até 72 horas pelo trabalho de parto.
A ruptura da bolsa normalmente vai liberando liquido amniótico, e expõe a mãe e o nenê a um maior risco de infecção. Mas, como o trabalho de parto inicia num espaço de tempo razoável, 24 ou 48 horas, não é de fato, no terceiro trimestre uma situação emergencial, desesperadora. A medicina hoje avalia bem, aguarda com segurança e um bom médico conduz sua paciente por esse momento sem deixá-la em pânico.
Para se ter um exemplo, o mesmo estudo que tratou da bolsa rota, a que me referi acima, mencionou a taxa de infecção em neonatais...2 a 3% nos bebês nascidos de parto normal e 10% nos nascidos de parto cesárea.
Ainda tem a questão do streptcoccus B...Eu quase não conheço quem tenha feito esse exame na gravidez. Mas, ele é feito sempre que o médico planeja um parto normal, porque se o teste der positivo, a grávida recebe um antibiótico para evitar a contaminação do bebê no momento do parto. Muitos médicos prometem o parto normal mas nem pedem o exame...
E fazem mil toques na mulher...Destacam que "nada do trabalho de parto ainda...". O toque deve ser evitado ao máximo...
E a bolsa rompeu...E aí? Rs. Aí, seu médico avaliará você a aguardará o início do trabalho de parto. Ela vai começar em 90% das mulheres. Bom, ou começaria, pois 100% das mulheres que conheço que tiveram bolsa rota os médicos conduziram para uma cesárea emergencial...
A cada dia, eu penso que primeiro precisamos mais é de uma humanização no parto cesárea...
Falta respeito às orientações internacionais, à grávida, ao momento da mulher e sua família e aos riscos a que submetem a mulher desnecessariamente.
Bom, rompeu sua bolsa...Passadas as primeiras horas, o médico comprometido avaliará e aguardará e poderá indicar a indução ao parto normal. Sim, normalmente é a primeira opção, já que estamos falando aqui de grávidas que esperam pelo parto naturalmente. Se a grávida quer cesárea, é só agendar, não é mesmo?
O parto normal é induzido ou aguarda-se para que ele se inicie naturalmente. A cesárea necessária é maravilhosa, porém a desnecessária não merece aplausos. O maior índice de bebês em UTI ou mesmo maior índice de mortalidade advém das cesáreas. Um problema chave nas cesáreas é que os médicos impõem o nascimento do bebê conforme sua agenda e reclamações egoístas das grávidas, e os bebês nascem com características de prematuridade. Tanto que já consideram fora do Brasil bebê pré-termo o nascido com 38 semanas (http://www.minhavida.com.br/familia/materias/16998-melhor-epoca-para-o-parto-comeca-na-39-semana-de-gravidez)
Mas, os cesaristas do Brasil parecem ignorar isso. Assim, a maternidade ganha umas diárias de UTI, o médico ganha umas avaliações e consultas a mais e eles ficam felizes...
Chocante? Chocante é ouvir de uma colega de trabalho que o sobrinho nasceu num hospital conhecido e renomado de Curitiba, o pediatra neonatal mandou para a UTI, em quadro sério, mas, depois de poucos dias, a família exigiu a retirada do nenê para o hospital em que tinham melhores indicações. Recebeu ameaças do hospital de que estariam pondo em risco o bebê. Encaminharam o bebê para outro hospital, e...pasmem...o bebê não precisava de UTI, estava plenamente saudável e foi liberado para casa no mesmo dia...Ah! O bebê estava e está muito bem e a família passa longe do primeiro hospital!
E já que os riscos do parto normal assustam tanto e são noticiados...Os riscos para a mulher na cesárea são maiores...Em relação à UTI, morte da mulher e complicações pós operatórias. Risco de infecção? 4x maior. Risco de mortalidade? 3x maior...A mulher perde o dobro do sangue de um parto normal...Sem contar os riscos para o prosseguimento de gravidez, após algumas cesáreas...Mas, esses riscos não assustam...Vai entender...
Comparado à cesárea, o parto normal apresenta maior risco de incontinência urinária - 60% e laceração (pequenos cortes no parto). Para a incontinência, há fisioterapia na maioria dos casos, ou uma pequena cirurgia para os casos excepcionais, e para a laceração, um pontinho do médico e está resolvido ( em partos humanizados, praticamente não há registros de lacerações). Riscos...Vai entender...
Eu gostaria muito que os médicos começassem a conversar e educar suas pacientes para os benefícios do parto normal, pensar junto com a paciente na melhor forma de conduzir, sem provocar-lhe sofrimento. Há analgesia para tirar a dor e deixar o parto completamente viável para mulheres mais sensíveis à dor (sim, isso existe e deve ser muito respeitado!). Relaxamento, um ambiente harmônico e não um médico apavorando a paciente. É um momento único, de entrega, de amor e o médico deve respeitar e criar condições para esperar junto. Tudo isso pode ser pensado, concretizado e mudar o momento do parto para um momento melhor do que uma cirurgia e melhor do que uma mulher gritando de dor e sendo ordenada pelos outros para fazer força para o bebê nascer...
Não é mesmo? A humanização é para todo parto, e ela também implica em abrir espaço para a grávida pensar no parto natural como uma opção muito viável para si e seu filho. Como deve ser com a cesárea necessária.
É um belo caminho...
Beijos
Gilda






domingo, 20 de outubro de 2013

Frutas e as papinhas dos bebês.



Olá!

E o verão não chegou, estamos na primavera, mas já estamos no horário de verão. Rs.
Em muitos Estados brasileiros, não se diferencia muito as estações do ano. É o caso do Pará, meu Estado, em que há a época de chuva todo dia – verão, e época de chuva o dia inteiro – inverno. Rs.
Mas, em Curitiba, cidade em que moro, as estações são bem marcadas. Após um inverno com pouca chuva e temperaturas bem baixas, a primavera chegou bem cinza e chuvosa, mas com temperaturas altas. Como moramos em uma chácara, a diferença foi enorme e muito bonita! No inverno, minha jovem macieira, que plantei ano passado, perdeu suas folhas todas, eu plantei duas mudas de nêspera e 3 mudas de ipê.
As mudas de ipê perderam suas folhas também e ficaram bem feias. As mudas de nêspera adoraram o inverno e ficaram cada dia mais bonitas e fortes. Mais que dobraram de tamanho durante o inverno.
Bom, o inverno se foi e com a primavera, as temperaturas chegavam a 25 – 30 graus ao longo do dia! A macieira encheu-se de folhas e os ipês também. A macieira floresceu ainda no fim do inverno e já está com pequenas maçãs, ainda verdes, crescendo. Foram umas cem flores, e esperamos muitas maçãs!
As nêsperas continuam lindas, cada dia mais fortes e verdes. Os ipês também estão muito felizes com a primavera.
Agora na primavera plantei uma muda média de amora-framboesa, que já está com suas lindas frutinhas delicadas vermelhas crescendo. E assim, gostaria de falar das frutas para nossos bebês.
As  frutas crescem em épocas certas, algumas conseguem a façanha de conseguir crescer o ano inteirinho, como é o caso do mamão. Mas, eu prefiro as frutas da estação. Em Belém já respeitávamos muito a época, porque era a época da fartura das frutas regionais. Aqui acontece o mesmo.
Agora os mercados estão cheios de nêsperas, ameixas, fisalis (Camapu), amoras. A partir de dezembro minhas maçãs estarão boas para começar a colheita. E assim é com o cupuaçu que fica farto a partir de janeiro.
Então, algumas dicas:
Janeiro: maçã, melão, melancia, uva Itália, coco verde, banana prata, cupuaçu, açaí, biriba, camapu (fisalis), jambo, pera
Fevereiro: Maçã, abacate, banana maçã, uva Itália, coco verde, banana prata, tangerina, cupuaçu, açaí, biriba, camapu (fisalis), jambo, pera
março: maçã, banana maçã, banana prata, caqui, cupuaçu, açaí, biriba, camapu (fisalis), jambo, pera
abril: abacate, caqui, uva Niágara, cupuaçu, açaí, biriba, carambola, jambo, pera
maio: abacate, uva Niágara, cupuaçu, açaí, biriba, pêssego, carambola,
junho: abacate, banana prata, caqui, tangerina, açaí, pêssego, carambola,
julho:  tangerina, morango, ameixa, nêspera, açaí, pêssego, carambola
Agosto-dezembro: laranja, morango, nêspera, ameixa, açaí, taperebá, pêssego
Setembro: jabuticaba, laranja, mamão, tangerina, açaí, taperebá, pêssego, camapu (fisalis),
Outubro: bacuri, açaí, coco verde, taperebá, camapu (fisalis),
Novembro-dezembro: manga, bacuri, açaí, coco verde, taperebá, cereja, camapu (fisalis),
Dezembro: bacuri, açaí, biribá, coco verde, taperebá, cereja, camapu (fisalis), jambo, pera

A vantagem da safra é que o preço da fruta baixa significativamente. A banana prata, por exemplo, eu consumo sempre, tem estado bem cara, mas, o melhor é fartar-se das frutas da época, e equilibrar o custo da feira. Assim, temos comprado muitas ameixas!
Para quem mora no norte e nordeste do Brasil, saber da época das frutas que nem são cultivadas em suas regiões é muito válido, pois as frutas chegam ao norte e nordeste a um custo menor. Fora da época, fica muito caro!
A papinha do bebê nem exige alto consumo das frutas, tendo em vista a quantidade que o bebê ingere, mas o hábito das frutas na alimentação da criança pode gerar impacto na feira sim. Aqui em casa, por exemplo, aos fins de semana, Manuela consome mais de dez frutas em média...Isso mesmo! No último fim de semana comprei 5 maçãs, e peras, uma caixa de ameixas e 4 mamões.  Manuela comeu um mamão, todas as peras e maçãs e algumas ameixas... Rs. Isso tudo no sábado e domingo. Rs. E tem sido assim nos últimos fins de semana, porque as frutas no sams club tem estado deliciosas!
No inverno, eu comprei mais variedade de frutas, pois não estava encontrando tantas maçãs gostosas... E Manuela ama  maçãs, peras, morangos e bananas. Então, no inverno teve muito morango, ameixa, laranja, e melancia (aquela sem caroço que vem do nordeste). No restaurante que eu almoço diariamente o morango estava delicioso no inverno e eu encomendava ali, pois eles compram num único fornecedor de confiança na Ceasa.
Anteontem, Manuela viajou para Belém, com o pai, para passar umas semanas. Primeiro pedido: suco e sorvete de cupuaçu! Rs. Já passou o dia tomando suco de cupuaçu. E tomou sorvete após o cinema. Rs. Mandou foto. Rs.
Frutas, frutas e mais frutas. É base do hábito alimentar. Muito importante e principalmente, deliciosa! E o pé de tangerina dos nossos vizinhos está repleto de flores! Ano passado já foram tantas frutas que nem os vizinhos, nem os pedreiros da obra, nem nós demos conta. Mas, esse ano, com a árvore maior ainda, a produção será esplêndida! E a tangerina do pé é uma delícia!
E a carambola? Já provaram? É muito doce e quando é cortada ficam pedaços de estrelas. Além de gostosas, são bonitas e lúdicas. Rs.