Olá! Há tempos que eu queria escrever sobre direitos das crianças...Vamos lá!
No Brasil, a secretaria de direitos humanos possui alguns conselhos, dentre os quais o CONANDA, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente. Seu propósito é definir a política nacional para crianças e adolescentes. E, há uma página virtual de divulgação dos direitos das crianças e adolescentes.
A infância, para fins legais, vai até os 12 anos de idade. Daí até os 18 anos, é a adolescência.
Claro que o critério aí é jurídico, pois há psicólogos defendendo que a adolescência pode perdurar por muito mais tempo, se a pessoa não amadurecer e continuar comportando-se como se tivesse eternos 16 anos...Rs...Eu já vi mãe chamar filho de 20 anos de adolescente...E pode ser mesmo, pois para sair da adolescência é imperativo que a pessoa torne-se autônoma, capaz de gerir sua vida, mas, a cada dia, os jovens permanecem mais tempo sob as asas protetoras das mães e adiam sua maturidade.
Isso não serve, entretanto, para o direito, já que essa conversa do "meu filhinho ainda é muito novo, um adolescente" não é aceita...Aos 18 já pode ser acusado de crimes, já dirige, já vota e vai responder por tudo como adulto.
No caso das crianças doentes, é lhes garantido acompanhante durante o tratamento, acesso universal ao SUS e nos hospitais e postos de atendimento a elas é exigida área de brinquedos, direito ao conhecimento claro de sua doença, apoio espiritual, respeito à sua imagem, integridade, participação dos pais em seu tratamento, direito à prioridade de atendimento e sem discriminação. Claro que isso foi objeto de resolução do CONANDA, em harmonia com a sociedade brasileira de pediatria. Resolução 41, de 1995:
http://www.direitoshumanos.gov.br/clientes/sedh/sedh/conselho/conanda/.arqcon/.arqcon/41resol.pdf
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/19
http://blog.centrodevida.com.br/2010/09/03/direito-dos-doentes/
http://www.direitoshumanos.gov.br/conselho/conanda
http://www.direitosdacrianca.org.br/temas/saude
http://www.saudecrianca.org.br/
http://www.direitosdacrianca.org.br/
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/orientacoes/site/home/direitos_sociais_cancer
Há muitos espaços bonitos e muito importantes na internet, que esclarecem, apoiam, e oferecem uma rede de organizações dedicadas às crianças e adolescentes nas mais diversas situações: doentes, deficientes, que sofreram violência, que vivem na rua, que sofreram abuso em emprego etc.
A defensoria publica de São Paulo juntamente com o movimento pró autista elaborou uma cartilha com os direitos das pessoas com autismo:
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/figuras/DireitosPessoasAutismo_Leitura.pdf
A condição da criança merece leituras, pesquisas, porque ela tem um desenvolvimento próprio. Crianças já foram tidas como objeto, dos pais, dos empregadores...Negociadas, abusadas, e ainda há adulto que surre, bata, agrida verbal e fisicamente crianças...Às vezes sua própria prole...
Há muita tristeza envolvendo a hitória das cianças...Como o trabalho escravo, que tem nelas exemplo frequente...A negativa à nutrição, que as torna adultos obesos, doentes, limitados...A negativa à roupa, que as mantem humilhadas, envergonhadas, que as impede de dar passos largos..A negativa à educação boa, que as desqualifica, desestimula, marginaliza...A negativa ao amor, que as deixa sós, carentes, abanonadas e abusadas...
E para quem a realidade é outra, para quem acessa a justiça, hospitais, escolas etc. é importante conhecer os direitos de seus filhos, que abraçam na verdade a família inteira. Acalentam pais e filhos.
E com o voluntariado, tem se extendido às crianças que não tem família, que são carentes de ensino, de amor, de alimnetação...O direito não é igual para todas as pessoas, mas deve chegar a todos.
Por isso eu considero a adoção mais do que um ato de amor...Eu vejo a importância social que ela tem. De acolher uma criança, cuja história começou bem antes de seu nascimento e é a mesma em gerações de sua família: dor, abandono, tristeza, desamor... A adoção rompe um ciclo longo e tem os desafios emocionais daquela criança. Por isso sempre defendi que a mulher que adota deve pensar muito no emocional daquela criança, mais do que no seu ideal de filho. Porque aquela criança adotada carrega sentimentos e medos que nós, em nossa vida estável, com amor e fartura, não compreendemos...Carrega
virtudes que muitas vezes não conseguimos reconhecer e sofre com os defeitos que já cremos de antemão ela deve ter...Adotar é um ato de amor ao outro, a outra criança...Não como idealizamos, mas como é possível a uma criança abandonada entender que possa ser digna de amor...
O direito é em algum grau ato de amor, de reconhecimento, de dar dignidade, respeito, liberdade...Por outro lado, viver sem o direito simboliza a opressão, limitação, desrespeito, indignidade, ausência de paz...Como negar a uma criança direitos fundamentais, como a uma casa, à educação, água, saude, lazer?
É tentar colocar-se no lugar da criança que divide o quarto com os pais e irmãos e que, um dia, vai à casa de uma outra criança e vê que ela tem um quarto só para si, quentinho, com brinquedos, livros...É um exemplo banal, fútil, diriam alguns, mas carregado de simbolismo para as crianças que não podem ter a cor em seus quartos, a alegria de um brinquedo e o prazer de um lindo livro de contos para fantasiar...E por aí vai...O direito é muito mais do que os reclamões de plantão dizem: Que a vida é cheia de regras, inúteis, que ninguém cumpre, blá, blá, blá...
Porque tem gente de prontidão para desrespeitar crianças, idosos, mulheres...Todo mundo...A esses o direito é um eterno incômodo... E a eles o direito tem silenciado. Mas, é uma armadilha: quem crê que o direito é excessivo e não deva respeitar o direito dos outros se envolve num ciclo de violação que um dia o alcança...E quando ele sentir-se lesado e buscar justiça...Poderá encontrar alguém como ele...O sentimento de respeito aos direitos é um princípio...Deve antecipar-se a toda ação nossa...Não violar, negar, ofender...E assim mais e mais o direito será respeitado...Assim, simples assim...
Assim fica mais fácil ser responsável por nossas ações...Sabendo que não mentiu, falou a verdade, não enganou ou omitiu para seus pares, familiares, companheiros, pais, irmãos, amigos...
Sabendo que atendeu a uma paciente com atençao, respeito, cuidado, concentração...Não mentiu, ou inventou procedimentos para lucrar mais, respeitou a vontade dos pais, manteve dignidade no tratamento da criança e na sua condiçao fisica e emocional...
Não é mesmo?
Beijos,
Gilda
Esse é um dos espaços da Manuela. Um espaço Para compartilhar e, também, informar aos amigos e as novas mamães e aquelas que estão para ter seus bebês, também. Passamos por tantas coias, temos tantas dúvidas e medos. Por isso as informações aqui postadas são baseadas em livros especializados e opiniões médicas. Nada de lendas e tabus! Rs
quarta-feira, 2 de maio de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Vamos lá...
Nessa semana li a notícia da remissão de uma leucemia no filho de uma amiga querida, que eu conheço há muitos anos, mas passamos longos períodos sem nos ver. Eu fiquei com o coração apertado quando li que seu filho estava doente e feliz demais quando li sobre a remissão da doença, também!
Por isso escolhi o tema da leucemia, porque nós pouco lemos sobre ela, não é mesmo?
Bom, não sou especialista, leio informações em páginas de hospitais e entidades de apoio às pessoas em tratamento. Tudo se interliga em uma rede de informação. E a leucemia é o câncer mais comum na infância...
A leucemia em linhas gerais é uma produção de células cancerígenas na medula e afeta os glóbulos brancos.
A leucemia tem divisoes: aguda ou crônica. linfóide ou mileóide. só aí já surgem 4 tipos mais comuns da doença: leucemia linfóide aguda e crônica ou leucemia mileóide aguda ou crônica. Mas, só do tipo agudo existem mais de 10 subtipos.
Em crianças, é mais comum a leucemia linfóide aguda, que tem uma forma de evolução rápida, que deve ser tratada rapidamente. Já a leucemia crônica não apresenta sintomas iniciais em cerca de 50% das crianças que afeta e tem desenvolvimento mais lento.
Os sintomas em geral são sangramento em gengivas ou nariz, hematomas pelo corpo, mesmo sem ter havido traumatismo, anemia, cansaço excessivo, apatia, dor de cabeça, náusea, gânglios inchados...Podem se confundir com sintomas de outras doenças, por isso é importante fazer uma boa avaliação médica da criança.
Tem-se obtido uma taxa de sobrevivência de até 80% e leva-se em conta muitos fatores para o prognóstico: idade da criança no momento do diagnóstico, o sexo, raça, os dados laboratoriais da criança, a nutrição da criança etc. Por exemplo, eu já li em mais de uma fonte que crianças com menos de 2 anos e mais de 10 tem prognóstico um pouco pior comparado às crianças em idade intermediária. E também há um melhor prognóstico para meninas.
Então, é muito importante estarmos atentos à nossa saúde e de nossos pequenos, porque em relação ao câncer, o tempo urge!
A AACC - que apoia a criança com câncer, sempre está aberta às pessoas que queiram ajudá-los de alguma forma:
http://www.aacc.org.br/quero-ajudar/pessoa-fisica/adote-uma-acao/
Mãe, não se esqueça do quanto você pode ajudar seu filho: oferecendo-lhe uma nutrição equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, tudo o que puder ajudar seu filho a passar bem por toda e qualquer doença. E, também, o que acaba sendo mais difícil porque o passado não pode ser mudado, mas o cigarro, a maconha, e outras drogas tem sido associados à leucemia...Quanto mais a medicina informa o que ajuda na saúde, mais se torna insustentável crianças que não tem uma dieta saudável desde a primeira infância...Porque isso é muito importante para ela não adoecer, ou estar forte para tratamentos médicos ou se recuperar de uma doença...
O câncer assusta muito por ser silencioso, mas, mais assustador é não fazer um controle de saúde anual, semestral, cuidar-se, alimentar-se bem, prestar atenção às anemias, perdas de peso repentinas etc.
Conheci uma mulher que me disse assim: eu não vou ao médico há anos, porque toda amiga minha que vai descobre algum problema, eu que não vou!...e uma diarista que trabalhou pra mim e disse assim: não vou ao ginecologista desde que minha filha nasceu...há 8 anos...
É por aí vai... Assustador, não acham? Mas, não precisa ser assim, não é mesmo?
Bem, há muitas paginas importantes, que informam, apoiam, buscam apoio, vamos olhar lá um pouco?
Essa semana teve o dia mundial de conscientizaçao do autismo - 02 de abril. Todo dia é dia de lembrar que somos muito diferentes e em algum aspecto da vida precisamos de mais atençao, seja no coraçao, na fala, no ouvido, na socializaçao, entao, vale a pena apoiar as organizaçoes que cuidam das crianças com autismo e todas as crianças especiais Braasil e mundo afora. Vale a pena informar, nao repetir mitos, acabar com lendas, conhecer mais de tudo o que nos rodeia para podermos apoiar mais quem está por perto e quer apoio.
Abaixo as paginas:
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4311/162/autorizado-novo-tratamento-para-leucemia-pediatrica.html
http://www.apcl.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?ctlocalid=15
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/31
http://www.fop.unicamp.br/ddo/patologia/downloads/db301_un5_Aula49Linfo-Leucemia2.pdf
http://www.sliba.org.br/centros-de-tmo.html
http://www.abrale.org.br/det_cancer_infantil/leucemia/index.php
Beijos,
bom feriado!
Gilda
Por isso escolhi o tema da leucemia, porque nós pouco lemos sobre ela, não é mesmo?
Bom, não sou especialista, leio informações em páginas de hospitais e entidades de apoio às pessoas em tratamento. Tudo se interliga em uma rede de informação. E a leucemia é o câncer mais comum na infância...
A leucemia em linhas gerais é uma produção de células cancerígenas na medula e afeta os glóbulos brancos.
A leucemia tem divisoes: aguda ou crônica. linfóide ou mileóide. só aí já surgem 4 tipos mais comuns da doença: leucemia linfóide aguda e crônica ou leucemia mileóide aguda ou crônica. Mas, só do tipo agudo existem mais de 10 subtipos.
Em crianças, é mais comum a leucemia linfóide aguda, que tem uma forma de evolução rápida, que deve ser tratada rapidamente. Já a leucemia crônica não apresenta sintomas iniciais em cerca de 50% das crianças que afeta e tem desenvolvimento mais lento.
Os sintomas em geral são sangramento em gengivas ou nariz, hematomas pelo corpo, mesmo sem ter havido traumatismo, anemia, cansaço excessivo, apatia, dor de cabeça, náusea, gânglios inchados...Podem se confundir com sintomas de outras doenças, por isso é importante fazer uma boa avaliação médica da criança.
Tem-se obtido uma taxa de sobrevivência de até 80% e leva-se em conta muitos fatores para o prognóstico: idade da criança no momento do diagnóstico, o sexo, raça, os dados laboratoriais da criança, a nutrição da criança etc. Por exemplo, eu já li em mais de uma fonte que crianças com menos de 2 anos e mais de 10 tem prognóstico um pouco pior comparado às crianças em idade intermediária. E também há um melhor prognóstico para meninas.
Então, é muito importante estarmos atentos à nossa saúde e de nossos pequenos, porque em relação ao câncer, o tempo urge!
A AACC - que apoia a criança com câncer, sempre está aberta às pessoas que queiram ajudá-los de alguma forma:
http://www.aacc.org.br/quero-ajudar/pessoa-fisica/adote-uma-acao/
Mãe, não se esqueça do quanto você pode ajudar seu filho: oferecendo-lhe uma nutrição equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, tudo o que puder ajudar seu filho a passar bem por toda e qualquer doença. E, também, o que acaba sendo mais difícil porque o passado não pode ser mudado, mas o cigarro, a maconha, e outras drogas tem sido associados à leucemia...Quanto mais a medicina informa o que ajuda na saúde, mais se torna insustentável crianças que não tem uma dieta saudável desde a primeira infância...Porque isso é muito importante para ela não adoecer, ou estar forte para tratamentos médicos ou se recuperar de uma doença...
O câncer assusta muito por ser silencioso, mas, mais assustador é não fazer um controle de saúde anual, semestral, cuidar-se, alimentar-se bem, prestar atenção às anemias, perdas de peso repentinas etc.
Conheci uma mulher que me disse assim: eu não vou ao médico há anos, porque toda amiga minha que vai descobre algum problema, eu que não vou!...e uma diarista que trabalhou pra mim e disse assim: não vou ao ginecologista desde que minha filha nasceu...há 8 anos...
É por aí vai... Assustador, não acham? Mas, não precisa ser assim, não é mesmo?
Bem, há muitas paginas importantes, que informam, apoiam, buscam apoio, vamos olhar lá um pouco?
Essa semana teve o dia mundial de conscientizaçao do autismo - 02 de abril. Todo dia é dia de lembrar que somos muito diferentes e em algum aspecto da vida precisamos de mais atençao, seja no coraçao, na fala, no ouvido, na socializaçao, entao, vale a pena apoiar as organizaçoes que cuidam das crianças com autismo e todas as crianças especiais Braasil e mundo afora. Vale a pena informar, nao repetir mitos, acabar com lendas, conhecer mais de tudo o que nos rodeia para podermos apoiar mais quem está por perto e quer apoio.
Abaixo as paginas:
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4311/162/autorizado-novo-tratamento-para-leucemia-pediatrica.html
http://www.apcl.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?ctlocalid=15
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/31
http://www.fop.unicamp.br/ddo/patologia/downloads/db301_un5_Aula49Linfo-Leucemia2.pdf
http://www.sliba.org.br/centros-de-tmo.html
http://www.abrale.org.br/det_cancer_infantil/leucemia/index.php
Beijos,
bom feriado!
Gilda
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