Bom dia!
Contiuando a prosa, a psicologia e de forma específica a parapsicologia, a neurociência advertem para o REGISTRO das EXPERIÊNCIAS sobre nosso corpo. Recordo-me de entrevista com um médico que ganhou o nobel por seus estudos sobre MEMÓRIA, e a assertiva de que nossas experiências modificam nossas conexões neurológicas. Assim, a experiência da droga também operaria esse registro. E sobre os filhos, TAMBÉM.
Há o risco maior para desenvolver dependência química, o maior risco para distúrbios psicológicos, como depressão, tal como já disse na postagem anterior. A maioria dos estudos aborda o álcool, que, por ser lícito, se torna público seu uso desmedido. Tais estudos acabam por indicar que na maioria das vezes é o pai que tem no álcool o uso frequente e cria essa situação aos filhos e à FAMÍLIA toda.
Para o AA, alcóolatra não é o bebum de todo dia. Pode ser alcoolatra quem faz uso de alcool mesmo que seja uma vez na semana...
Em filhos com pais usuários de drogas, lícitas ou não, a baixa estima, uma certa timidez, falta de habilidade social é destacada...
Não bastassem essas questões, os filhos acabam por ter perdas no desenvolvimento a médio e longo prazo...Aí, se algum dos pais já carrega a notoriedade de ter sido MAU ALUNO, vai ser até natural a família afirmar que "ih, o filho puxou ao pai"...Quando, em verdade, um tornou-se mau aluno por falta de ORIENTAÇÃO e uso desequilibrado das drogas, e o filho REFLETE os danos daquele desequilibrio anterior...
De qualquer forma, há pontos muito importantes para observar. Primeiro, que uma criança ou adolescente com família em HARMONIA, pais que a escutam e não apenas dão ordens, que PARTICIPAM da vida acadêmica, não apenas mandando fazer o dever de casa - que eles nem sabem muitas vezes o que é, e que dão EXEMPLOS CORRETOS, tem filhos tranquilos, saudáveis, com vida acadêmica otimista. Então, há o outro lado, também:
1. O filho era ótimo aluno, de repente parou de estudar, mente a respeito da escola...
2. Opta por desobedecer a todas as orientações dos pais, nada o agrada mais...
Descartadas algumas causa menores, como escola inadequada, bullying, ou mesmo aparecimento de distúrbio cognitivo, há que se questionar se o que os pais acham improvável seja o mais provável...
Ótimos alunos NÃO tem dificuldades acadêmicas, dão a primeira marcha e seguem em frente sempre...Se não tem problemas de ordem FISIOLÓGICA, e de repente não conseguem resultados, a questão é EMOCIONAL. Não existe rebeldia sem causa, para tudo há uma causa.
A desobediência do filho que considera os pais hipócritas ou autoritários, dos filhos cujos pais os colocam em PEDESTAIS, varrendo para baixo do tapete seus erros, pais que acham que seus filhos merecem TUDO o que quiserem, não podendo ser frustrados em seus desejos, pais que são injustos com professores, diretores de escola, vizinhos e todos em volta para AGRADAR seus filhos a qualquer custo, que fazem seus filhos acreditarem que são melhores do que os outros...É natural que ou eles NÃO respeitem o autoritarismo dos pais, no primeiro exemplo, ou que MANIPULEM mesmo os pais, porque sabem que os pais não acreditarão nunca que eles usam drogas. É quase um jogo psicológico, em que os pais podem estar ganhando filhos manipuladores, mentirosos, que fazem uso de drogas porque querem, porque os pais não acreditarão nunca em tal situação...
O uso das drogas que não afeta a VIDA SOCIAL e ACADÊMICA do filho passa imperceptível sempre, mas, quando o uso das drogas se dá de forma DESQUILIBRADA, o filho começa a reprovar no colégio, nao se empenha no vestibular, abandona os estudos, mas, tudo isso acaba ganhando traços de "crises de adolescentes", porque os pais não vão nem cogitar que os filhos possam estar com problemas pelo uso desequilibrado de drogas...Ou negarão aquilo o suficiente para continuar achando que seus filhos são o que eles DESEJAM que sejam...
Uau! Quando se passa para o aspecto familiar da questão, tudo vira um nó moral. Os filhos REJEITAM a moral dos pais, enfrentam-na silenciosamente, às vezes em equilibrio, noutras em desequilibrio. Quando essa última acontece, deixam rastros, mas seus pais NÃO enxergam...
Psicoterapias de crianças e adolescentes se dão sempre com a participação dos pais, porque as questões emocionais dos filhos tem alcance familiar amplo...O processo de conversa, iniciado LOGO, é muito bom, mas sempre provoca muita CONFUSÃO EMOCIONAL AOS PAIS...
Na minha adolescência, os vizinhos e amigos que fizeram uso de drogas, degringolaram com isso...Estragaram os estudos, afastaram-se dos amigos, mantinham a família com medo de lhes acontecer alguma coisa ruim...
Um vizinho nosso, que fumava maconha na esquina da rua anos a fio, depois de muito tempo sem estudar, conseguiu passar em um concurso de nível médio...Recentemente soube que ele estava FURTANDO lá na empresa pública e tinha sido expulso...Enfim...A pessoa não teve orientação para nada e o uso da droga lhe apresentou um submundo de marginalidade...MUITO TRISTE...Para classes média e baixa essa é a regra...Para classe alta, o pai declarada ou veladamente, passa a vida a sustentar o filho, que não consegue ser produtivo com eficácia contínua, não estudou muito, vai ser sempre relativamente dependente financeiro dos pais...
Tem o lado dos pais que tentam livrar os filhos das drogas na base da ordem, da agressão verbal, cortando mesada, por exemplo, internado em colégios, afastando dos maus amigos para ver se o "filho toma jeito"...Sem contar as situações de filhos agredindo os pais, que já acompanhei, até os danos de memória, atenção, que prejudicam os filhos para toda a VIDA...
MUITO triste...
Aqui, alguns artigos acadêmicos a respeito do tema, ok?
VALE muito a pena ler!
http://www.scielo.br/pdf/rprs/v25s1/a05v25s1.pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462000000600009&script=sci_arttext&tlng=es
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1806-69762008000200008&script=sci_arttext
http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S1413-81232003000100022&script=sci_pdf&tlng=pt
e VIVA o EQUILIBRIO!
BEIJOS
Gilda
Esse é um dos espaços da Manuela. Um espaço Para compartilhar e, também, informar aos amigos e as novas mamães e aquelas que estão para ter seus bebês, também. Passamos por tantas coias, temos tantas dúvidas e medos. Por isso as informações aqui postadas são baseadas em livros especializados e opiniões médicas. Nada de lendas e tabus! Rs
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Drogas, gravidez e filhos
Bom dia!
Semana passada eu tomava café na casa de uma QUERIDA AMIGA minha e conversávamos sobre psicologia. Ela está tão feliz com sua terapia que iniciou uma pós graduação em parapsicologia cientifica.
Como temos o terapeuta em comum, a conversa rendeu! De café virou churrasco. Rs. E conversamos muito sobre a questão da ADOÇÃO, também. Mas, esse tópico fica pra próxima, porque quero falar de um assunto que não lembro de ter falado muito aqui, que é o uso de DROGAS.
Bem, alguns aspectos pessoais eu gostaria de deixar em primeiro lugar. Eu apoio a proibição das drogas, pelo impacto que elas causariam à saúde publica, se se tornassem legais.
É porque no Brasil e no mundo evita-se fazer estimativas do quanto o álcool compromete a saúde pública e privada: ACIDENTES de veículos, acidentes domésticos, espancamentos, AGRESSÃO contra a mulher, agressão contra crianças, comas alcóolicos etc.
Mas, a Alemanha, por exemplo, que é um país em pé em meio à crise européia, há décadas que sobrecarrega seu sistema de saúde e previdência por causa do maior problema social deles: alcoolismo...
Então, como as drogas ilícitas assim o são porque causam dependência maior, ou causam maiores estragos à saúde, não apoio que a saúde publica de país algum deva suportar um uso legal delas. Passado esse ponto, ainda tem a questão do tráfico. Não apoio o sustento ao tráfico de drogas. É alienação das piores para o país, porque muitos não sobem ao MORRO ou entram nas FAVELAS e, por isso, acham que não estão fazendo nada de errado...Sinceramente, a fase da ingenuidade deve ficar na infância...Foi esse pensamento que deu poder ao traficante e criou verdadeiras áreas em que o poder público não alcança. E o discurso do tipo: "ah, o poder público não os ajuda, não faz nada por eles, deixou acontecer...", não é bom para ninguém, porque melhor o poder público numa favela do que traficantes armados e dispostos a matar qualquer um...
Essa semana a Holanda afirmou que não vai mais ser tolerante a um tipo mais forte de maconha que circula no País. É..A bandeira da maconha ser uma droga mais leve possibilitou a tolerância lá...E logo criou-se uma maconha versão "power"...A saúde pública do País sofre com isso, e ainda tem que dividir seu espaço físico hospitalar emergencial entre os holandeses e os turistas que vão para lá para usar a tal maconha. As imagens que já foram feitas das áreas em que as pessoas passam até dias usando drogas mais pesadas são horrorosas, decadentes...
A própria discussão em torno da legalidade ou não da maconha é bem patética, na minha opinião. Os que defendem a legalidade só sabem dizer que é bom, que não faz mal, que pode fazer bolsa, camisa dela...Tem até aquela letrinha de analfabeto que diz que algo natural não poderia fazer mal...
Assisti a uma entrevista de uma das maiores especialistas em câncer do Brasil, Dra. Nise Yamaguchi e ela alertava para o fato da maconha ser ALTAMENTE CANCERÍGENA. E a inalação de fumaça pelo usuário da droga é maior do que a inalação de cigarro comum. O uso medicinal da maconha, que já existe em alguns estados norte americanos não é feito sob a forma de cigarro, portanto.
Não bastasse isso, o uso prolongado de maconha, da adolescência à fase adulta, QUADRUPLICA a propensão ao desenvolvimento de distúrbios psicológicos, como depressão e esquizofrenia (na Suécia, um estudo com 50 mil voluntários concluiu pelo aumento em 30% o maior risco de esquizofrenia com sintomas exacerbados em usuários de maconha).
Isso é muito importante e deve sempre ser objeto de orientação, porque as danos da maconha ao organismo aumentam as chances de aborto...E, como a usuária não vai admitir nem para o médico ou para a familia que fez ou faz uso de drogas, não se cataloga o número de abortos causados pelo uso da maconha...Estudos norte americanos ressaltam, inclusive, no aumento considerável no número de abortos em mulheres jovens, por força dos danos que a maconha causou ou causa ao corpo humano. A droga aciona os receptores que provocam BEM-ESTAR ao ser fumada, mas é esse acionamento que impede a fixação do óvulo no útero no início da gravidez, o que demarca a ação abortiva da maconha à primeira fase da gravidez.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/08/060802_maconhagravidezmv.shtml
http://www.jci.org/articles/view/41210?search[article_text]=marijuana&search[authors_text]=
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/12/051201_maconhams.shtml
A situação é mais difícil, ainda, se analisarmos sobre o prisma dos atuais discursos de neurociência, psicanalise, psicologia, e sabemos que as drogas provocam mudanças em neurônios, mudanças celulares significativas e isso é herdado em graus variáveis por seus filhos...
Tem um texto muito interessante do dr. Drauzio Varella, a respeito da associação das doenças e a reprodução. Aqui:
http://drauzio.mediaibox.com.br/ExibirConteudo/454/os-genes-do-envelhecimento
Então, FICA O RECADO, para quem crê que o uso das drogas, mesmo as ditas por leves, é uma questão exclusivamente sua. Pois NÃO É, se a pessoa consegue ter FILHOS...
Pelo viés da parasicologia então, eles colocam em CAIXA ALTA os REGISTROS FISIOLÓGICOS que experiências assim são transmitidas aos filhos, e todos os danos emocionais que podem causar a eles...
E assim, é uma situação incompatível com a maternidade, com a vida. Não é uma questão moral, não acho que deva ser discutida assim. O mundo deve prezar pela liberdade de escolha, mas, continuo apontando como ponto crítico a carga à saúde pública que ela impõe.
A legalidade deveria ocorrer para evitar mortes, mas, também para incentivar estudos médicos no sentido de conseguir-se eliminar as dependências, por exemplo...
Mas, será que a legalidade colocará o assunto sob um foco de luz? Será que a filha contará à mãe que é usuária de droga e por isso pode não estar conseguindo engravidar? Quando o assunto entra nas casas, e encontra muitos pais que não apoiam a legalização, o assunto se reveste de caráter moral. E aí, pelo mesmo motivo que muitos jovens fumam escondidos dos pais, outros tantos continuarão a fumar maconha, por exemplo, às escondidas...
Mas, não dá para retirar o aspecto moral da discussão, porque é sob esse viés que muitas pessoas pretendem discutir o tema com seus filhos. Então, imagine para uma MÃE entender que sua filha (que é melhor do que as outras, né? Todas acham isso! Eu acho isso da minha. Eheheh), é usuária de drogas? E que seu neto pode já nascer com os danos causados por isso? O céu cai...
Por isso, é um assunto TRISTE, porque é complexo demais para muitas famílias e não vislumbro evolução nele..É ver as campanhas eleitorais e os grupos dos que defendem a proibição do aborto e da legalização das drogas cercando os candidatos, a fim de forçá-los a posicionar-se sobre o assunto. Muitos votos estão em questão... E todos optam pela posição mais conservadora, temendo que, a partir da questão da droga e do aborto, todos seus atos sejam objeto de desconfiança da sociedade...
Como superar os entraves dessa discussão, não é mesmo? Talvez, quanto mais estudos existirem, mais se souber do que se pode fazer com as substâncias ilícitas e a ampliação de seu uso medicinal desmistifique seu aspecto meramente de prazer proibido...
Na próxima postagem, tentarei juntar informações sobre o desenvolvimento da criança, cuja mãe é usuária de drogas... E ainda tem o assunto ADOÇÃO...Muita coisa para escrever...
Beijos!
Gilda
Semana passada eu tomava café na casa de uma QUERIDA AMIGA minha e conversávamos sobre psicologia. Ela está tão feliz com sua terapia que iniciou uma pós graduação em parapsicologia cientifica.
Como temos o terapeuta em comum, a conversa rendeu! De café virou churrasco. Rs. E conversamos muito sobre a questão da ADOÇÃO, também. Mas, esse tópico fica pra próxima, porque quero falar de um assunto que não lembro de ter falado muito aqui, que é o uso de DROGAS.
Bem, alguns aspectos pessoais eu gostaria de deixar em primeiro lugar. Eu apoio a proibição das drogas, pelo impacto que elas causariam à saúde publica, se se tornassem legais.
É porque no Brasil e no mundo evita-se fazer estimativas do quanto o álcool compromete a saúde pública e privada: ACIDENTES de veículos, acidentes domésticos, espancamentos, AGRESSÃO contra a mulher, agressão contra crianças, comas alcóolicos etc.
Mas, a Alemanha, por exemplo, que é um país em pé em meio à crise européia, há décadas que sobrecarrega seu sistema de saúde e previdência por causa do maior problema social deles: alcoolismo...
Então, como as drogas ilícitas assim o são porque causam dependência maior, ou causam maiores estragos à saúde, não apoio que a saúde publica de país algum deva suportar um uso legal delas. Passado esse ponto, ainda tem a questão do tráfico. Não apoio o sustento ao tráfico de drogas. É alienação das piores para o país, porque muitos não sobem ao MORRO ou entram nas FAVELAS e, por isso, acham que não estão fazendo nada de errado...Sinceramente, a fase da ingenuidade deve ficar na infância...Foi esse pensamento que deu poder ao traficante e criou verdadeiras áreas em que o poder público não alcança. E o discurso do tipo: "ah, o poder público não os ajuda, não faz nada por eles, deixou acontecer...", não é bom para ninguém, porque melhor o poder público numa favela do que traficantes armados e dispostos a matar qualquer um...
Essa semana a Holanda afirmou que não vai mais ser tolerante a um tipo mais forte de maconha que circula no País. É..A bandeira da maconha ser uma droga mais leve possibilitou a tolerância lá...E logo criou-se uma maconha versão "power"...A saúde pública do País sofre com isso, e ainda tem que dividir seu espaço físico hospitalar emergencial entre os holandeses e os turistas que vão para lá para usar a tal maconha. As imagens que já foram feitas das áreas em que as pessoas passam até dias usando drogas mais pesadas são horrorosas, decadentes...
A própria discussão em torno da legalidade ou não da maconha é bem patética, na minha opinião. Os que defendem a legalidade só sabem dizer que é bom, que não faz mal, que pode fazer bolsa, camisa dela...Tem até aquela letrinha de analfabeto que diz que algo natural não poderia fazer mal...
Assisti a uma entrevista de uma das maiores especialistas em câncer do Brasil, Dra. Nise Yamaguchi e ela alertava para o fato da maconha ser ALTAMENTE CANCERÍGENA. E a inalação de fumaça pelo usuário da droga é maior do que a inalação de cigarro comum. O uso medicinal da maconha, que já existe em alguns estados norte americanos não é feito sob a forma de cigarro, portanto.
Não bastasse isso, o uso prolongado de maconha, da adolescência à fase adulta, QUADRUPLICA a propensão ao desenvolvimento de distúrbios psicológicos, como depressão e esquizofrenia (na Suécia, um estudo com 50 mil voluntários concluiu pelo aumento em 30% o maior risco de esquizofrenia com sintomas exacerbados em usuários de maconha).
Isso é muito importante e deve sempre ser objeto de orientação, porque as danos da maconha ao organismo aumentam as chances de aborto...E, como a usuária não vai admitir nem para o médico ou para a familia que fez ou faz uso de drogas, não se cataloga o número de abortos causados pelo uso da maconha...Estudos norte americanos ressaltam, inclusive, no aumento considerável no número de abortos em mulheres jovens, por força dos danos que a maconha causou ou causa ao corpo humano. A droga aciona os receptores que provocam BEM-ESTAR ao ser fumada, mas é esse acionamento que impede a fixação do óvulo no útero no início da gravidez, o que demarca a ação abortiva da maconha à primeira fase da gravidez.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/08/060802_maconhagravidezmv.shtml
http://www.jci.org/articles/view/41210?search[article_text]=marijuana&search[authors_text]=
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/12/051201_maconhams.shtml
A situação é mais difícil, ainda, se analisarmos sobre o prisma dos atuais discursos de neurociência, psicanalise, psicologia, e sabemos que as drogas provocam mudanças em neurônios, mudanças celulares significativas e isso é herdado em graus variáveis por seus filhos...
Tem um texto muito interessante do dr. Drauzio Varella, a respeito da associação das doenças e a reprodução. Aqui:
http://drauzio.mediaibox.com.br/ExibirConteudo/454/os-genes-do-envelhecimento
Então, FICA O RECADO, para quem crê que o uso das drogas, mesmo as ditas por leves, é uma questão exclusivamente sua. Pois NÃO É, se a pessoa consegue ter FILHOS...
Pelo viés da parasicologia então, eles colocam em CAIXA ALTA os REGISTROS FISIOLÓGICOS que experiências assim são transmitidas aos filhos, e todos os danos emocionais que podem causar a eles...
E assim, é uma situação incompatível com a maternidade, com a vida. Não é uma questão moral, não acho que deva ser discutida assim. O mundo deve prezar pela liberdade de escolha, mas, continuo apontando como ponto crítico a carga à saúde pública que ela impõe.
A legalidade deveria ocorrer para evitar mortes, mas, também para incentivar estudos médicos no sentido de conseguir-se eliminar as dependências, por exemplo...
Mas, será que a legalidade colocará o assunto sob um foco de luz? Será que a filha contará à mãe que é usuária de droga e por isso pode não estar conseguindo engravidar? Quando o assunto entra nas casas, e encontra muitos pais que não apoiam a legalização, o assunto se reveste de caráter moral. E aí, pelo mesmo motivo que muitos jovens fumam escondidos dos pais, outros tantos continuarão a fumar maconha, por exemplo, às escondidas...
Mas, não dá para retirar o aspecto moral da discussão, porque é sob esse viés que muitas pessoas pretendem discutir o tema com seus filhos. Então, imagine para uma MÃE entender que sua filha (que é melhor do que as outras, né? Todas acham isso! Eu acho isso da minha. Eheheh), é usuária de drogas? E que seu neto pode já nascer com os danos causados por isso? O céu cai...
Por isso, é um assunto TRISTE, porque é complexo demais para muitas famílias e não vislumbro evolução nele..É ver as campanhas eleitorais e os grupos dos que defendem a proibição do aborto e da legalização das drogas cercando os candidatos, a fim de forçá-los a posicionar-se sobre o assunto. Muitos votos estão em questão... E todos optam pela posição mais conservadora, temendo que, a partir da questão da droga e do aborto, todos seus atos sejam objeto de desconfiança da sociedade...
Como superar os entraves dessa discussão, não é mesmo? Talvez, quanto mais estudos existirem, mais se souber do que se pode fazer com as substâncias ilícitas e a ampliação de seu uso medicinal desmistifique seu aspecto meramente de prazer proibido...
Na próxima postagem, tentarei juntar informações sobre o desenvolvimento da criança, cuja mãe é usuária de drogas... E ainda tem o assunto ADOÇÃO...Muita coisa para escrever...
Beijos!
Gilda
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