Ai, tema difícil...
Minha filha está caminhando para chegar aos 5 anos de idade. Conversa muito conosco, é muito carinhosa, mas, ultimamente tem estado mais geniosa do que de costume...
Mais chorona, com atitudes de birra que antes não ocorriam...A professora chegou a comentar comigo alguns meses atrás que Manuela estava assim na escola, também, e associou à gravidez do irmãozinho.
Bom, desde então, temos conversado muito sobre o irmão, sobre planos para a Manuela em 2014, seu ano com a mamãe mais em casa, afinal, vem a licença pela frente.
Mas, não tem sido simples. Ela exige algo, nós lhe respondemos com um não, e ela chora, exige novamente e tudo o mais. Então, insistimos em nosso posicionamento e ela ainda chora mais, até que se rende.
Porém, apesar de termos estado firmes, ela tem repetido as cenas, em casa ou em publico...Mas, seguimos conversando e sendo firmes. À medida que o tempo avança, creio que ela vá entendendo mais e mais que não estamos junto das outras pessoas para exigir algo...E sim para compartilhar, trocar, de uma forma gentil...
Hoje cedo, assistia a um programa que eu gravo na TV e ouvi uma frase mais ou menos assim: o melhor que podemos ensinar aos nossos filhos é a se virarem sem nós...
Isso resumiu muita coisa que considero importante. Que minha filha aprenda com suas próprias escolhas, que exerça autonomia como sua liberdade, sua vida, e não seja uma menina que não sabe minimamente cuidar de si e de sua vida sem que recorra a mim. O meu apoio existirá sempre porque todos podemos precisar de apoio. Mas, nada substitui a realização pessoal de dar conta de sua vida e suas escolhas. E compartilhar isso comigo, trocar, conversar, me alegrar com suas conquistas!
Então, se anteontem, no restaurante, Manuela chorou e gritou "eu quero"...Eu não dei o que ela queria, ela se irritou, chorou e ficou brigada...Ontem, saímos juntas, e ela disse: mamãe, eu só vou olhar os balões, se não puder comprar, não é para comprar...
E assim caminhamos e vamos aprendendo. Eu a ser firme, porém, gentil, e ela aprendendo a conversar, entender que não terá tudo o que impulsivamente quiser, e que há outras coisas para querer que não são compradas ou exigidas...
E assim, esperamos todos que Miguel possa ter na irmã um bom exemplo decompanheirismo e compreensão, mas, afinal, todos aprendemos diariamente a sermos mais compreensivos e gentis.
Pelas simples coisas que fazemos na vida, como ajudar a arrumar uma casa, a dobrar uma roupa, a lavar uma louça, a cozinhar, a jogar lixo na lixeira, coisas que nem sempre são fáceis para filhos que mesmo já casados, nunca fizeram isso e permanecem sem fazer, sem compreender a necessidade de fazer e aceitar...Fica a sombra da mãe que mimou, super protegeu e não ensinou muita coisa aos filhos...Ah! Ensinou-os a exigir, querer e pouco ou quase nada fazer...
Motivação para nunca mimar meus filhos e permitir a eles serem pessoas que compartilham, escutam, ajudam e são prestativas dentro de casa e fora dela...
Beijos
Gilda
Esse é um dos espaços da Manuela. Um espaço Para compartilhar e, também, informar aos amigos e as novas mamães e aquelas que estão para ter seus bebês, também. Passamos por tantas coias, temos tantas dúvidas e medos. Por isso as informações aqui postadas são baseadas em livros especializados e opiniões médicas. Nada de lendas e tabus! Rs
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
E a bolsa? estoura ou não estoura?
Oi!
Estou gravida e contabilizando 23 semanas e alguns dias. Diante da data significativa, pois começo a migrar do segundo trimestre para o terceiro trimestre, alguns assuntos são importantes de ler e conversar. É o caso da bolsa. Vocês sabem onde fica a bolsa? :) ela envolve todo o bebê e ainda fica um pouco dela para além do útero, protegendo-o do contato externo. É uma bela proteção da natureza!
Algumas grávidas tem a ruptura da bolsa antes do terceiro trimestre. Outras tem sua ruptura no terceiro trimestre, mas o fato é que na ordem natural do trabalho de parto, não é a bolsa que deve ser o primeiro momento...
Antes do terceiro trimestre há discussões entre países, inclusive. Pois há países que demarcam o período em que um trabalho de parto seria abortivo. No Brasil, segundo meu médico, não há essa demarcação legal, mas há a avaliação médica de cada caso para analisar a viabilidade de um nascimento. Então, sendo a bolsa rota - bolsa que estourou primeiro, um indicativo de que o trabalho de parto vai começar, pode entrar em discussão a questão difícil do aborto..
Mas, em uma gravidez regular, como a maioria é, a ruptura da bolsa em primeiro lugar (como acontece em todos os filmes...Rs), e não há início de contração nas primeiras horas seguintes, não é trabalho de parto. Normalmente a grávida começará o trabalho de parto boas horas depois. Em muitos casos, 24 ou 48 horas depois. Eu li, inclusive, que um estudo na Inglaterra não encontrou diferenças comparáveis entre aguardar 12, 24 ou até 72 horas pelo trabalho de parto.
A ruptura da bolsa normalmente vai liberando liquido amniótico, e expõe a mãe e o nenê a um maior risco de infecção. Mas, como o trabalho de parto inicia num espaço de tempo razoável, 24 ou 48 horas, não é de fato, no terceiro trimestre uma situação emergencial, desesperadora. A medicina hoje avalia bem, aguarda com segurança e um bom médico conduz sua paciente por esse momento sem deixá-la em pânico.
Para se ter um exemplo, o mesmo estudo que tratou da bolsa rota, a que me referi acima, mencionou a taxa de infecção em neonatais...2 a 3% nos bebês nascidos de parto normal e 10% nos nascidos de parto cesárea.
Ainda tem a questão do streptcoccus B...Eu quase não conheço quem tenha feito esse exame na gravidez. Mas, ele é feito sempre que o médico planeja um parto normal, porque se o teste der positivo, a grávida recebe um antibiótico para evitar a contaminação do bebê no momento do parto. Muitos médicos prometem o parto normal mas nem pedem o exame...
E fazem mil toques na mulher...Destacam que "nada do trabalho de parto ainda...". O toque deve ser evitado ao máximo...
E a bolsa rompeu...E aí? Rs. Aí, seu médico avaliará você a aguardará o início do trabalho de parto. Ela vai começar em 90% das mulheres. Bom, ou começaria, pois 100% das mulheres que conheço que tiveram bolsa rota os médicos conduziram para uma cesárea emergencial...
A cada dia, eu penso que primeiro precisamos mais é de uma humanização no parto cesárea...
Falta respeito às orientações internacionais, à grávida, ao momento da mulher e sua família e aos riscos a que submetem a mulher desnecessariamente.
Bom, rompeu sua bolsa...Passadas as primeiras horas, o médico comprometido avaliará e aguardará e poderá indicar a indução ao parto normal. Sim, normalmente é a primeira opção, já que estamos falando aqui de grávidas que esperam pelo parto naturalmente. Se a grávida quer cesárea, é só agendar, não é mesmo?
O parto normal é induzido ou aguarda-se para que ele se inicie naturalmente. A cesárea necessária é maravilhosa, porém a desnecessária não merece aplausos. O maior índice de bebês em UTI ou mesmo maior índice de mortalidade advém das cesáreas. Um problema chave nas cesáreas é que os médicos impõem o nascimento do bebê conforme sua agenda e reclamações egoístas das grávidas, e os bebês nascem com características de prematuridade. Tanto que já consideram fora do Brasil bebê pré-termo o nascido com 38 semanas (http://www.minhavida.com.br/familia/materias/16998-melhor-epoca-para-o-parto-comeca-na-39-semana-de-gravidez)
Mas, os cesaristas do Brasil parecem ignorar isso. Assim, a maternidade ganha umas diárias de UTI, o médico ganha umas avaliações e consultas a mais e eles ficam felizes...
Chocante? Chocante é ouvir de uma colega de trabalho que o sobrinho nasceu num hospital conhecido e renomado de Curitiba, o pediatra neonatal mandou para a UTI, em quadro sério, mas, depois de poucos dias, a família exigiu a retirada do nenê para o hospital em que tinham melhores indicações. Recebeu ameaças do hospital de que estariam pondo em risco o bebê. Encaminharam o bebê para outro hospital, e...pasmem...o bebê não precisava de UTI, estava plenamente saudável e foi liberado para casa no mesmo dia...Ah! O bebê estava e está muito bem e a família passa longe do primeiro hospital!
E já que os riscos do parto normal assustam tanto e são noticiados...Os riscos para a mulher na cesárea são maiores...Em relação à UTI, morte da mulher e complicações pós operatórias. Risco de infecção? 4x maior. Risco de mortalidade? 3x maior...A mulher perde o dobro do sangue de um parto normal...Sem contar os riscos para o prosseguimento de gravidez, após algumas cesáreas...Mas, esses riscos não assustam...Vai entender...
Comparado à cesárea, o parto normal apresenta maior risco de incontinência urinária - 60% e laceração (pequenos cortes no parto). Para a incontinência, há fisioterapia na maioria dos casos, ou uma pequena cirurgia para os casos excepcionais, e para a laceração, um pontinho do médico e está resolvido ( em partos humanizados, praticamente não há registros de lacerações). Riscos...Vai entender...
Eu gostaria muito que os médicos começassem a conversar e educar suas pacientes para os benefícios do parto normal, pensar junto com a paciente na melhor forma de conduzir, sem provocar-lhe sofrimento. Há analgesia para tirar a dor e deixar o parto completamente viável para mulheres mais sensíveis à dor (sim, isso existe e deve ser muito respeitado!). Relaxamento, um ambiente harmônico e não um médico apavorando a paciente. É um momento único, de entrega, de amor e o médico deve respeitar e criar condições para esperar junto. Tudo isso pode ser pensado, concretizado e mudar o momento do parto para um momento melhor do que uma cirurgia e melhor do que uma mulher gritando de dor e sendo ordenada pelos outros para fazer força para o bebê nascer...
Não é mesmo? A humanização é para todo parto, e ela também implica em abrir espaço para a grávida pensar no parto natural como uma opção muito viável para si e seu filho. Como deve ser com a cesárea necessária.
É um belo caminho...
Beijos
Gilda
Estou gravida e contabilizando 23 semanas e alguns dias. Diante da data significativa, pois começo a migrar do segundo trimestre para o terceiro trimestre, alguns assuntos são importantes de ler e conversar. É o caso da bolsa. Vocês sabem onde fica a bolsa? :) ela envolve todo o bebê e ainda fica um pouco dela para além do útero, protegendo-o do contato externo. É uma bela proteção da natureza!
Algumas grávidas tem a ruptura da bolsa antes do terceiro trimestre. Outras tem sua ruptura no terceiro trimestre, mas o fato é que na ordem natural do trabalho de parto, não é a bolsa que deve ser o primeiro momento...
Antes do terceiro trimestre há discussões entre países, inclusive. Pois há países que demarcam o período em que um trabalho de parto seria abortivo. No Brasil, segundo meu médico, não há essa demarcação legal, mas há a avaliação médica de cada caso para analisar a viabilidade de um nascimento. Então, sendo a bolsa rota - bolsa que estourou primeiro, um indicativo de que o trabalho de parto vai começar, pode entrar em discussão a questão difícil do aborto..
Mas, em uma gravidez regular, como a maioria é, a ruptura da bolsa em primeiro lugar (como acontece em todos os filmes...Rs), e não há início de contração nas primeiras horas seguintes, não é trabalho de parto. Normalmente a grávida começará o trabalho de parto boas horas depois. Em muitos casos, 24 ou 48 horas depois. Eu li, inclusive, que um estudo na Inglaterra não encontrou diferenças comparáveis entre aguardar 12, 24 ou até 72 horas pelo trabalho de parto.
A ruptura da bolsa normalmente vai liberando liquido amniótico, e expõe a mãe e o nenê a um maior risco de infecção. Mas, como o trabalho de parto inicia num espaço de tempo razoável, 24 ou 48 horas, não é de fato, no terceiro trimestre uma situação emergencial, desesperadora. A medicina hoje avalia bem, aguarda com segurança e um bom médico conduz sua paciente por esse momento sem deixá-la em pânico.
Para se ter um exemplo, o mesmo estudo que tratou da bolsa rota, a que me referi acima, mencionou a taxa de infecção em neonatais...2 a 3% nos bebês nascidos de parto normal e 10% nos nascidos de parto cesárea.
Ainda tem a questão do streptcoccus B...Eu quase não conheço quem tenha feito esse exame na gravidez. Mas, ele é feito sempre que o médico planeja um parto normal, porque se o teste der positivo, a grávida recebe um antibiótico para evitar a contaminação do bebê no momento do parto. Muitos médicos prometem o parto normal mas nem pedem o exame...
E fazem mil toques na mulher...Destacam que "nada do trabalho de parto ainda...". O toque deve ser evitado ao máximo...
E a bolsa rompeu...E aí? Rs. Aí, seu médico avaliará você a aguardará o início do trabalho de parto. Ela vai começar em 90% das mulheres. Bom, ou começaria, pois 100% das mulheres que conheço que tiveram bolsa rota os médicos conduziram para uma cesárea emergencial...
A cada dia, eu penso que primeiro precisamos mais é de uma humanização no parto cesárea...
Falta respeito às orientações internacionais, à grávida, ao momento da mulher e sua família e aos riscos a que submetem a mulher desnecessariamente.
Bom, rompeu sua bolsa...Passadas as primeiras horas, o médico comprometido avaliará e aguardará e poderá indicar a indução ao parto normal. Sim, normalmente é a primeira opção, já que estamos falando aqui de grávidas que esperam pelo parto naturalmente. Se a grávida quer cesárea, é só agendar, não é mesmo?
O parto normal é induzido ou aguarda-se para que ele se inicie naturalmente. A cesárea necessária é maravilhosa, porém a desnecessária não merece aplausos. O maior índice de bebês em UTI ou mesmo maior índice de mortalidade advém das cesáreas. Um problema chave nas cesáreas é que os médicos impõem o nascimento do bebê conforme sua agenda e reclamações egoístas das grávidas, e os bebês nascem com características de prematuridade. Tanto que já consideram fora do Brasil bebê pré-termo o nascido com 38 semanas (http://www.minhavida.com.br/familia/materias/16998-melhor-epoca-para-o-parto-comeca-na-39-semana-de-gravidez)
Mas, os cesaristas do Brasil parecem ignorar isso. Assim, a maternidade ganha umas diárias de UTI, o médico ganha umas avaliações e consultas a mais e eles ficam felizes...
Chocante? Chocante é ouvir de uma colega de trabalho que o sobrinho nasceu num hospital conhecido e renomado de Curitiba, o pediatra neonatal mandou para a UTI, em quadro sério, mas, depois de poucos dias, a família exigiu a retirada do nenê para o hospital em que tinham melhores indicações. Recebeu ameaças do hospital de que estariam pondo em risco o bebê. Encaminharam o bebê para outro hospital, e...pasmem...o bebê não precisava de UTI, estava plenamente saudável e foi liberado para casa no mesmo dia...Ah! O bebê estava e está muito bem e a família passa longe do primeiro hospital!
E já que os riscos do parto normal assustam tanto e são noticiados...Os riscos para a mulher na cesárea são maiores...Em relação à UTI, morte da mulher e complicações pós operatórias. Risco de infecção? 4x maior. Risco de mortalidade? 3x maior...A mulher perde o dobro do sangue de um parto normal...Sem contar os riscos para o prosseguimento de gravidez, após algumas cesáreas...Mas, esses riscos não assustam...Vai entender...
Comparado à cesárea, o parto normal apresenta maior risco de incontinência urinária - 60% e laceração (pequenos cortes no parto). Para a incontinência, há fisioterapia na maioria dos casos, ou uma pequena cirurgia para os casos excepcionais, e para a laceração, um pontinho do médico e está resolvido ( em partos humanizados, praticamente não há registros de lacerações). Riscos...Vai entender...
Eu gostaria muito que os médicos começassem a conversar e educar suas pacientes para os benefícios do parto normal, pensar junto com a paciente na melhor forma de conduzir, sem provocar-lhe sofrimento. Há analgesia para tirar a dor e deixar o parto completamente viável para mulheres mais sensíveis à dor (sim, isso existe e deve ser muito respeitado!). Relaxamento, um ambiente harmônico e não um médico apavorando a paciente. É um momento único, de entrega, de amor e o médico deve respeitar e criar condições para esperar junto. Tudo isso pode ser pensado, concretizado e mudar o momento do parto para um momento melhor do que uma cirurgia e melhor do que uma mulher gritando de dor e sendo ordenada pelos outros para fazer força para o bebê nascer...
Não é mesmo? A humanização é para todo parto, e ela também implica em abrir espaço para a grávida pensar no parto natural como uma opção muito viável para si e seu filho. Como deve ser com a cesárea necessária.
É um belo caminho...
Beijos
Gilda
domingo, 20 de outubro de 2013
Frutas e as papinhas dos bebês.
Olá!
E o verão não chegou, estamos na
primavera, mas já estamos no horário de verão. Rs.
Em muitos Estados brasileiros,
não se diferencia muito as estações do ano. É o caso do Pará, meu Estado, em que
há a época de chuva todo dia – verão, e época de chuva o dia inteiro – inverno.
Rs.
Mas, em Curitiba, cidade em que
moro, as estações são bem marcadas. Após um inverno com pouca chuva e
temperaturas bem baixas, a primavera chegou bem cinza e chuvosa, mas com
temperaturas altas. Como moramos em uma chácara, a diferença foi enorme e muito
bonita! No inverno, minha jovem macieira, que plantei ano passado, perdeu suas
folhas todas, eu plantei duas mudas de nêspera e 3 mudas de ipê.
As mudas de ipê perderam suas
folhas também e ficaram bem feias. As mudas de nêspera adoraram o inverno e
ficaram cada dia mais bonitas e fortes. Mais que dobraram de tamanho durante o
inverno.
Bom, o inverno se foi e com a
primavera, as temperaturas chegavam a 25 – 30 graus ao longo do dia! A macieira
encheu-se de folhas e os ipês também. A macieira floresceu ainda no fim do
inverno e já está com pequenas maçãs, ainda verdes, crescendo. Foram umas cem
flores, e esperamos muitas maçãs!
As nêsperas continuam lindas,
cada dia mais fortes e verdes. Os ipês também estão muito felizes com a
primavera.
Agora na primavera plantei uma
muda média de amora-framboesa, que já está com suas lindas frutinhas delicadas
vermelhas crescendo. E assim, gostaria de falar das frutas para nossos bebês.
As frutas crescem em épocas certas, algumas
conseguem a façanha de conseguir crescer o ano inteirinho, como é o caso do
mamão. Mas, eu prefiro as frutas da estação. Em Belém já respeitávamos muito a
época, porque era a época da fartura das frutas regionais. Aqui acontece o mesmo.
Agora os mercados estão cheios de
nêsperas, ameixas, fisalis (Camapu), amoras. A partir de dezembro minhas maçãs
estarão boas para começar a colheita. E assim é com o cupuaçu que fica farto a
partir de janeiro.
Então, algumas dicas:
Janeiro: maçã, melão, melancia,
uva Itália, coco verde, banana prata, cupuaçu, açaí, biriba, camapu (fisalis), jambo,
pera
Fevereiro: Maçã, abacate, banana
maçã, uva Itália, coco verde, banana prata, tangerina, cupuaçu, açaí, biriba, camapu
(fisalis), jambo, pera
março: maçã, banana maçã, banana
prata, caqui, cupuaçu, açaí, biriba, camapu (fisalis), jambo, pera
abril: abacate, caqui, uva Niágara,
cupuaçu, açaí, biriba, carambola, jambo, pera
maio: abacate, uva Niágara,
cupuaçu, açaí, biriba, pêssego, carambola,
junho: abacate, banana prata,
caqui, tangerina, açaí, pêssego, carambola,
julho: tangerina, morango, ameixa, nêspera, açaí, pêssego,
carambola
Agosto-dezembro: laranja,
morango, nêspera, ameixa, açaí, taperebá, pêssego
Setembro: jabuticaba, laranja, mamão,
tangerina, açaí, taperebá, pêssego, camapu (fisalis),
Outubro: bacuri, açaí, coco verde,
taperebá, camapu (fisalis),
Novembro-dezembro: manga, bacuri,
açaí, coco verde, taperebá, cereja, camapu (fisalis),
Dezembro: bacuri, açaí, biribá,
coco verde, taperebá, cereja, camapu (fisalis), jambo, pera
A vantagem da safra é que o preço
da fruta baixa significativamente. A banana prata, por exemplo, eu consumo
sempre, tem estado bem cara, mas, o melhor é fartar-se das frutas da época, e equilibrar
o custo da feira. Assim, temos comprado muitas ameixas!
Para quem mora no norte e
nordeste do Brasil, saber da época das frutas que nem são cultivadas em suas
regiões é muito válido, pois as frutas chegam ao norte e nordeste a um custo
menor. Fora da época, fica muito caro!
A papinha do bebê nem exige alto
consumo das frutas, tendo em vista a quantidade que o bebê ingere, mas o hábito
das frutas na alimentação da criança pode gerar impacto na feira sim. Aqui em
casa, por exemplo, aos fins de semana, Manuela consome mais de dez frutas em
média...Isso mesmo! No último fim de semana comprei 5 maçãs, e peras, uma caixa
de ameixas e 4 mamões. Manuela comeu um
mamão, todas as peras e maçãs e algumas ameixas... Rs. Isso tudo no sábado e
domingo. Rs. E tem sido assim nos últimos fins de semana, porque as frutas no sams club tem estado deliciosas!
No inverno, eu comprei mais
variedade de frutas, pois não estava encontrando tantas maçãs gostosas... E Manuela
ama maçãs, peras, morangos e bananas.
Então, no inverno teve muito morango, ameixa, laranja, e melancia (aquela sem
caroço que vem do nordeste). No restaurante que eu almoço diariamente o morango
estava delicioso no inverno e eu encomendava ali, pois eles compram num único fornecedor
de confiança na Ceasa.
Anteontem, Manuela viajou para
Belém, com o pai, para passar umas semanas. Primeiro pedido: suco e sorvete de
cupuaçu! Rs. Já passou o dia tomando suco de cupuaçu. E tomou sorvete após o
cinema. Rs. Mandou foto. Rs.
Frutas, frutas e mais frutas. É base
do hábito alimentar. Muito importante e principalmente, deliciosa! E o pé de
tangerina dos nossos vizinhos está repleto de flores! Ano passado já foram
tantas frutas que nem os vizinhos, nem os pedreiros da obra, nem nós demos
conta. Mas, esse ano, com a árvore maior ainda, a produção será esplêndida! E a
tangerina do pé é uma delícia!
E a carambola? Já provaram? É
muito doce e quando é cortada ficam pedaços de estrelas. Além de gostosas, são bonitas
e lúdicas. Rs.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Como se sente um filho ao saber que ganhará um irmão?
Hum...
Manuela vai ganhar um irmão...Rs...
Na volta das férias da Manuela, a gravidez estava confirmada, e no primeiro dia das aulas, Manuela contou pra toda a sala que eu estava grávida...Rs.
Ela queria muito uma irmã! Sim, uma irmã agora, depois, um irmão e outra irmã...haahahah
Ela chegou com nomes para a irmã todas as semanas, Luiza, Maria Luiza, Isabelle, Isabella...
Aí, na semana passada fomos juntos fazer a ultra de translucência nucal.
Ela nao gostou, não conseguia ver o bebê direito, e no final a médica deu 80 a 90% de chance de ser menino...
Manuela continuou falando da irmã...E eu conversando que seria um irmão...E ela fingindo não ouvir...
Aí, no domingo, comecei a arrumar o quarto, que será dois dois. A minha estante de livros abriu mão dos livros para receber, em uma coluna, as embalagens em verde do Miguel e na outra coluna as embalagens lilazes da Manuela.
Aí, ela disse: Mas, é uma irmã...
E eu disse: filha, a médica viu e me disse que é um menino...
E ela: eu não ouvi, então não é...
E eu tentei ainda: Mas, meu amor, ele é seu irmão, você vai ensiná-lo a andar, brincar, falar...Vai brincar no pula-pula com ele...
Ela parece só ter visualizado isso melhor quando viu o quarto mais arrumado. Disse que vai dar papinha ao irmão, dar os brinquedos de bola, e as roupas verdes...Rs.
A partir de domingo, então, ela passou a falar de seu irmão, do Miguel, e não falou mais de irmã.
Ha algumas semanas a professora chegou a me ligar para dizer que Manuela estava muito dengosa e chorona na escola e que poderia ser por causa da gravidez...
Para tudo o que se faça nessa vida, há necessidade de harmonização. E estamos cuidando muito para que Manuela fique bem com toda a novidade.
O quarto? Arrumei para o bebê, mas também fiz mudanças para ela. Ela também está sendo parte muito importante de todas as mudanças da casa, da vida.
E agora, aos 4 anos e meio já, ela é parceira de tudo o que fazemos, de forma bem ativa, e isso tem sido bom para o momento novo, em que ela sabe que terá um irmão no quarto, que vai brincar com ele, mas, também repassar os valores que já transmitimos a ela.
Eu acredito que ela ainda está fragilizada, por desconhecer a situação de ter irmão...Algumas amiguinhas da Manuela tem irmãs...por coincidência nenhuma tem irmão...Rs
Então, tenho conversado com ela, para tentar conforta-la, principalmente a respeito dos medos que ela nem consegue expressar direito, e deixa-la mas segura, serena.
à medida que a gravidez avança, ela sente muito impacto e eu vou tentando conforta-la, estar com ela.
Ela já disse que vai voltar a mamar junto com o irmão...Isso só para deixar pistas do que passa por dentro da minha filha!
Bem, vamos seguir mexendo com os sentimentos dela, confortando, e depois mostro as mexidas no quarto deles!
Beijos
Gilda
Manuela vai ganhar um irmão...Rs...
Na volta das férias da Manuela, a gravidez estava confirmada, e no primeiro dia das aulas, Manuela contou pra toda a sala que eu estava grávida...Rs.
Ela queria muito uma irmã! Sim, uma irmã agora, depois, um irmão e outra irmã...haahahah
Ela chegou com nomes para a irmã todas as semanas, Luiza, Maria Luiza, Isabelle, Isabella...
Aí, na semana passada fomos juntos fazer a ultra de translucência nucal.
Ela nao gostou, não conseguia ver o bebê direito, e no final a médica deu 80 a 90% de chance de ser menino...
Manuela continuou falando da irmã...E eu conversando que seria um irmão...E ela fingindo não ouvir...
Aí, no domingo, comecei a arrumar o quarto, que será dois dois. A minha estante de livros abriu mão dos livros para receber, em uma coluna, as embalagens em verde do Miguel e na outra coluna as embalagens lilazes da Manuela.
Aí, ela disse: Mas, é uma irmã...
E eu disse: filha, a médica viu e me disse que é um menino...
E ela: eu não ouvi, então não é...
E eu tentei ainda: Mas, meu amor, ele é seu irmão, você vai ensiná-lo a andar, brincar, falar...Vai brincar no pula-pula com ele...
Ela parece só ter visualizado isso melhor quando viu o quarto mais arrumado. Disse que vai dar papinha ao irmão, dar os brinquedos de bola, e as roupas verdes...Rs.
A partir de domingo, então, ela passou a falar de seu irmão, do Miguel, e não falou mais de irmã.
Ha algumas semanas a professora chegou a me ligar para dizer que Manuela estava muito dengosa e chorona na escola e que poderia ser por causa da gravidez...
Para tudo o que se faça nessa vida, há necessidade de harmonização. E estamos cuidando muito para que Manuela fique bem com toda a novidade.
O quarto? Arrumei para o bebê, mas também fiz mudanças para ela. Ela também está sendo parte muito importante de todas as mudanças da casa, da vida.
E agora, aos 4 anos e meio já, ela é parceira de tudo o que fazemos, de forma bem ativa, e isso tem sido bom para o momento novo, em que ela sabe que terá um irmão no quarto, que vai brincar com ele, mas, também repassar os valores que já transmitimos a ela.
Eu acredito que ela ainda está fragilizada, por desconhecer a situação de ter irmão...Algumas amiguinhas da Manuela tem irmãs...por coincidência nenhuma tem irmão...Rs
Então, tenho conversado com ela, para tentar conforta-la, principalmente a respeito dos medos que ela nem consegue expressar direito, e deixa-la mas segura, serena.
à medida que a gravidez avança, ela sente muito impacto e eu vou tentando conforta-la, estar com ela.
Ela já disse que vai voltar a mamar junto com o irmão...Isso só para deixar pistas do que passa por dentro da minha filha!
Bem, vamos seguir mexendo com os sentimentos dela, confortando, e depois mostro as mexidas no quarto deles!
Beijos
Gilda
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Completamos a vida
Hum...saudade daqui...
Nos ultimos meses escrevi algumas postagens, mas nunca as postei...
Muito trabalho, uma rotina intenso nos 7 dias da semana...
Estava faltando um assunto diferente...
Pois é, mas, e não é que vamos ganhar um bebê? Sim!
Em meados de janeiro recomeçamos a tentar um bebê e em junho eu engravidei.
O teste de farmácia deu positivo e o exame de sangue deu 58mil!
Fiquei feliz pois o alto valor era um bom sinal!
Eu comecei a desconfiar da gravidez, pois comecei a me incomodar muito com
cheiros, odores e até com o cheiro do marido...Onde já se viu isso? Rs.
Aí, o ciclo atrasou, atrasou e eu fiz logo o teste...Rs
Mesmo assim, mesmo atenta, já estava com quase 7 semanas...Rs.
Então, em meio ao trabalho intenso, a missão de agendar exames e médico.
Pois tudo está bem, é um bebezinho, que na ultima ultra feita alguns dias atrás,
está com 6 cm, os exames estão normais, seu desenvolvimento condiz com
as semanas de contagem, e há 80% de chance de ser um menino!
Isso sim, o Miguel que deu nome ao blog junto com a Manuela há 5 anos.
Bem, eu senti muitos enjôos e sensações estranhas no início da gravidez,
e se prolongaram por quase os 3 meses...
Ficou dificílimo escovar os dentes, pois a pasta de dentes me dava ânsia...
O café da manhã, mesmo bem leve, ficava me enjoando a manhã inteirinha...Rs
Tudo diferente da gravidez da Manuela, pois eu não senti absolutamente nada...Rs
Os primeiros meses seguiram assim, enjôos, ânsia e muita tensão, afinal, nesse comecinho
não sabemos direito como está desenvolvendo a gravidez, e também fiquei bem cansada e sonolenta,
e ainda com um ritmo intenso de trabalho...
Agora, as ultras acalmam pois meu bebê já está completinho, mexendo-se delicadamente, sendo possível
vê-lo em 3D já na segunda ultra. A calma voltou, e já estou menos ansiosa, menos cansada e mais tranquila.
Meu bebê completará 40 semanas em 22-03, logo poderá nascer até 05-04. As datas, como sempre,
servem apenas para eu me guiar com as boas vindas ao bebê, pois ele nascerá quando quiser, como Manuela.
Manuela, preciso de uma postagem inteira sobre ela...Rs...E já tenho muitos outros temas lindos para postar!
Estamos de volta! Eu, Manuela e Miguel. Rs
Beijos
Nos ultimos meses escrevi algumas postagens, mas nunca as postei...
Muito trabalho, uma rotina intenso nos 7 dias da semana...
Estava faltando um assunto diferente...
Pois é, mas, e não é que vamos ganhar um bebê? Sim!
Em meados de janeiro recomeçamos a tentar um bebê e em junho eu engravidei.
O teste de farmácia deu positivo e o exame de sangue deu 58mil!
Fiquei feliz pois o alto valor era um bom sinal!
Eu comecei a desconfiar da gravidez, pois comecei a me incomodar muito com
cheiros, odores e até com o cheiro do marido...Onde já se viu isso? Rs.
Aí, o ciclo atrasou, atrasou e eu fiz logo o teste...Rs
Mesmo assim, mesmo atenta, já estava com quase 7 semanas...Rs.
Então, em meio ao trabalho intenso, a missão de agendar exames e médico.
Pois tudo está bem, é um bebezinho, que na ultima ultra feita alguns dias atrás,
está com 6 cm, os exames estão normais, seu desenvolvimento condiz com
as semanas de contagem, e há 80% de chance de ser um menino!
Isso sim, o Miguel que deu nome ao blog junto com a Manuela há 5 anos.
Bem, eu senti muitos enjôos e sensações estranhas no início da gravidez,
e se prolongaram por quase os 3 meses...
Ficou dificílimo escovar os dentes, pois a pasta de dentes me dava ânsia...
O café da manhã, mesmo bem leve, ficava me enjoando a manhã inteirinha...Rs
Tudo diferente da gravidez da Manuela, pois eu não senti absolutamente nada...Rs
Os primeiros meses seguiram assim, enjôos, ânsia e muita tensão, afinal, nesse comecinho
não sabemos direito como está desenvolvendo a gravidez, e também fiquei bem cansada e sonolenta,
e ainda com um ritmo intenso de trabalho...
Agora, as ultras acalmam pois meu bebê já está completinho, mexendo-se delicadamente, sendo possível
vê-lo em 3D já na segunda ultra. A calma voltou, e já estou menos ansiosa, menos cansada e mais tranquila.
Meu bebê completará 40 semanas em 22-03, logo poderá nascer até 05-04. As datas, como sempre,
servem apenas para eu me guiar com as boas vindas ao bebê, pois ele nascerá quando quiser, como Manuela.
Manuela, preciso de uma postagem inteira sobre ela...Rs...E já tenho muitos outros temas lindos para postar!
Estamos de volta! Eu, Manuela e Miguel. Rs
Beijos
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Leitura, leitura para nossas crianças!
Sabem os livros que líamos na
escola? Pois é! Sempre houve uma crítica ao ensino de transmissão de conteúdo
de livros, que o ensino não podia reduzir-se a isso, que a concentração nos
livros limitava por demais o ensino etc.
Bom, dos inúmeros professores que
tive, alguns eram muito fiéis aos livros, outros exerciam maior liberdade e
usavam o livro como um apoio ao aluno e não à aula. À medida que o ensino médio
avançava, aumentava o número de professores mais apegados aos livros.
Principalmente, os professores de história e geografia.
Em contrapartida, algumas escolas/colégios
passaram a produzir seu material didático: menor e mais barato. Segundo aquelas
escolas/colégios, a perspectiva de Piaget – construtivista, seria melhor
aplicada através de apostila, com ênfase na autoavaliação do aluno.
Primeiramente, a perspectiva de
Piaget pode ser dita como uma teoria sobre o desenvolvimento humano, que não
teve por parte do Piaget uma versão para a pedagogia. E muitas escolas buscam a
perspectiva construtivista, com ou sem apostilas.
Para quem estudou por livro, deve
lembrar que ao final dos capítulos havia questões reflexivas, para o aluno
abordar o conhecimento do capítulo. Para quem já acessou as apostilas, seus
textos orientam a resolução de exercícios. O aluno não precisa ler um capítulo
para compreender, basta o texto orientador do exercício.
Desculpem, não há como eu aceitar
o ensino apostilado. Os alunos que estudam por apostila perdem a leitura
técnica. As escolas fazem clubes de livros e eles lerão romances. Bem sabemos a
enorme diferença nas leituras de um romance e um livro técnico. A leitura permite ao aluno refletir em cima
do que já ouviu do professor em sala. A apostila orienta exercícios.
A discussão em torno da transmissão
de conteúdos não é uma discussão sobre livros ou apostilas. É uma discussão de
metodologia de ensino. A professora pode usar muito bem um livro ou uma
apostila. Porém, neste último caso, os professores não podem afastar-se à
orientação apostilada, uma vez que ela é produzida dentro da escola. Até provas
são fornecidas aos professores. E assim, muitos os professores lamentam a perda
de autonomia em sala de aula...
Por outro lado, nunca os alunos
estiveram tão bem na escola! As apostilas resolveram bem os problemas de
aprendizado... Hã? Como assim? Sim! Os alunos treinam os exercícios e se
preparam para as provas e assim, a escola virou um grande cursinho...
É muito triste que o interesse de
mercado seja vendido como uma outra perspectiva construtivista e as apostilas
sejam fornecidas como método de ensino para várias escolas. Olhem só! A escola
compra as apostilas, as professoras passam exercícios aos alunos, e as provas são
produzidas conforme as apostilas... É um pesadelo pedagógico... Professores sem
autonomia, alunos que são treinados e avaliações equivocadas...
A leitura técnica é fundamental.
Há um número assustador de pessoas que não compreendem textos técnicos, que
interpretam errado. A leitura técnica é indispensável ao aluno. A escola não
tem como fim o vestibular. Mas, com certeza, o aluno que lê bastante
tecnicamente não terá dificuldade no vestibular. Há um conselho precioso aos
pais: não se conformem ao aprendizado mediano para seus filhos. O que mais tem
no mercado são profissionais medianos, com leitura fraca, escrita ruim, compreensão
de texto e domínio lingüístico bem ruim...
Por outro lado, não creiam nas
notas altas. As avaliações escolares são feitas por professores, pessoas que
estudam muito, mas que também trabalham muito, e portanto, são passíveis de
erros. Avaliem o que seus filhos
sabem, como lidam com o aprendizado e
o quanto o aprendizado agrega e muda na vida de seus filhos.
Educar, inspirar o filho,
estimular corretamente é muito importante. Mas, fundamental mesmo é estimular
no filho o prazer que o estudo pode propiciar. Porque ler não cansa, estudar
não cansa, devem ser prazeres como o de assistir à TV. E isso sim é o maior
apoio que a família pode oferecer a um filho: cultura e educação. Não acham?
Não é o Ben10, ou Barbie ou outro
brinquedo da moda. E sim, deitar na cama com seu filho para ler um livro. Sair
para comprar um livro com seu filho. Conversar sobre o livro novo. E assim,
propiciar ao seu filho a melhor atitude para o estudo.
Eu sempre repito: o melhor que eu
possa fazer para minha filha é educá-la! Não formalmente, mas estimular
cultura, leitura e pesquisa.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
3 anos de idade
Olá!
Minha pequena Manuela está com 3 anos e 5 meses. Até os 3 anos, a criança está na fase anal, em que internaliza o "não", em que testa o amor dos pais. A relação familiar começa a sofrer mudanças, e muitas mães ficam tensas. eu sou uma delas. Rs.
Manuela adora conversar, detesta ser chamada à atenção. Mas, ainda que escute e seja bem atenta, tem muitos momentos em que quer pular e brincar até causar algum acidente e ser chamada à atenção...Rs.O desafio parece sempre ter sido o de educar com rigor sem o tom autoritário. São duas situações clássicas e extremas, que exigem uma equilibrio fenomenal:
. a mãe que não briga com os filhos, não lhes permitia nem o choro, não os contrariava e cria filhos egoístas, mimados e mau-educados...
. a mãe autoritária, que tolhe, castra os filhos o tempo todo. Repete "não" e não é justa...
Aos 3 anos também começa a criança a passar pelo complexo de édipo ou electra. É assim que os meninos derretem-se pela mãe e as meninas pelo "papaizinho".
Há nas famílias tantos relacionamentos distintos...Os especialistas costumam ressaltar que o pai mostrará ao filho que a mãe dele é sua esposa. E o mesmo fazem as mães com suas filhinhas. Mas, há casais que podem não estar muito bem e isso refletir nessa fase...
No caso das meninas, a criança percebe que a mãe é a esposa do pai dela. Mas, também, ela se identifica com a mãe em sua feminilidade. Trocam de maquiagem a bijuterias e cremes etc. É uma fase fundamental, certamente. Cabe aos pais, a partir de seu relacionamento, cuidar de questões enormes para a criança: Amor, modelo de família, relacionamentos, sexualidade etc.
De uns tempos para cá, Manuela constantemente apela para o relacionamento dela conosco. Ela gosta de destacar que ama o pai. E então, brincando comigo, diz que me ama, também. O tom é distinto, a emoção que ela sente é diferenciada e é natural que seja. Recentemente, a mãe de uma coleguinha da Manuela contou que ficou muito triste porque a filha só parecia gostar do pai, e na escola conversaram com ela sobre o complexo de electra.
Quando eu chamo a atenção de Manuela, ela diz "não sou mais tua amiga". Isso nunca foi dito ao pai dela, que é até mais rigoroso do que eu. Significamos diferentemente para ela. E quando brincamos juntas, ela repete que é minha amiga. E me beija. Rs.
Há a repetição entre especialistas de que o pai ausente, que não liga para essa questão da filha, deixa-a despreparada para sua vida amorosa fora de casa. Em casa, com os pais, a criança vê e também constrói para si a imagem de relacionamento homem e mulher.
A menina primeiro ama a mãe, depois descobre o amor do pai. Rivaliza com sua mãe, que mostra ser a companheira dele. A filha, então, lida com o pai e ao mesmo tempo com a relação que ele tem com sua mãe. E também, lida com sua mãe. Identifica-se ou não com ela.
Se a filha percebe na mãe uma passividade em relação ao pai, insegurança e um pai que reforça isso com um comportamento não muito atencioso ou moralmente duvidoso para com a esposa, a menina pode tornar-se uma mulher muito insegura...
Uma mãe possessiva demais, que deixe a criança sem espaço para lidar com seu pai, pode acarretar uma adulta competititva, possessiva...
O complexo não superado...
A criança vê pai, mãe, seu relacionamento e isso reflete a forma como ela se vê. E o importante está em como ela se vê: Interessante, desinteressante, segura, insegura, desejável ou não. Muita imagem a construir nas crianças até os 6 anos.
E tem menina que escuta a mãe falar mal do marido a vida toda...Desde pequenina.
Que escuta a mãe defender o machismo, submeter-se a isso...Traições, insinuações...
Que cresce morando na casa dos pais e sendo cuidada quase que exclusivamente pela mãe...
Um bom companheiro não será necessariamente um bom pai...Não há como separar o homem companheiro do homem pai do seu filho...
E quando percebemos amigas, conhecidas ou mesmo aquelas garotas que nem temos amizade em cada relacionamento...Com homens que mal tem condições de ser companheiros, imagine pais...Quando só se envolvem com homens problemáticos, homens que não as assumem, que não as respeitam...E elas poderiam ter relacionamentos completamente diferentes...
Crescer é um constante: fazer igual ou recusar-se a fazer igual à mãe...Não concordam?
Beijos
Gilda
Minha pequena Manuela está com 3 anos e 5 meses. Até os 3 anos, a criança está na fase anal, em que internaliza o "não", em que testa o amor dos pais. A relação familiar começa a sofrer mudanças, e muitas mães ficam tensas. eu sou uma delas. Rs.
Manuela adora conversar, detesta ser chamada à atenção. Mas, ainda que escute e seja bem atenta, tem muitos momentos em que quer pular e brincar até causar algum acidente e ser chamada à atenção...Rs.O desafio parece sempre ter sido o de educar com rigor sem o tom autoritário. São duas situações clássicas e extremas, que exigem uma equilibrio fenomenal:
. a mãe que não briga com os filhos, não lhes permitia nem o choro, não os contrariava e cria filhos egoístas, mimados e mau-educados...
. a mãe autoritária, que tolhe, castra os filhos o tempo todo. Repete "não" e não é justa...
Aos 3 anos também começa a criança a passar pelo complexo de édipo ou electra. É assim que os meninos derretem-se pela mãe e as meninas pelo "papaizinho".
Há nas famílias tantos relacionamentos distintos...Os especialistas costumam ressaltar que o pai mostrará ao filho que a mãe dele é sua esposa. E o mesmo fazem as mães com suas filhinhas. Mas, há casais que podem não estar muito bem e isso refletir nessa fase...
No caso das meninas, a criança percebe que a mãe é a esposa do pai dela. Mas, também, ela se identifica com a mãe em sua feminilidade. Trocam de maquiagem a bijuterias e cremes etc. É uma fase fundamental, certamente. Cabe aos pais, a partir de seu relacionamento, cuidar de questões enormes para a criança: Amor, modelo de família, relacionamentos, sexualidade etc.
De uns tempos para cá, Manuela constantemente apela para o relacionamento dela conosco. Ela gosta de destacar que ama o pai. E então, brincando comigo, diz que me ama, também. O tom é distinto, a emoção que ela sente é diferenciada e é natural que seja. Recentemente, a mãe de uma coleguinha da Manuela contou que ficou muito triste porque a filha só parecia gostar do pai, e na escola conversaram com ela sobre o complexo de electra.
Quando eu chamo a atenção de Manuela, ela diz "não sou mais tua amiga". Isso nunca foi dito ao pai dela, que é até mais rigoroso do que eu. Significamos diferentemente para ela. E quando brincamos juntas, ela repete que é minha amiga. E me beija. Rs.
Há a repetição entre especialistas de que o pai ausente, que não liga para essa questão da filha, deixa-a despreparada para sua vida amorosa fora de casa. Em casa, com os pais, a criança vê e também constrói para si a imagem de relacionamento homem e mulher.
A menina primeiro ama a mãe, depois descobre o amor do pai. Rivaliza com sua mãe, que mostra ser a companheira dele. A filha, então, lida com o pai e ao mesmo tempo com a relação que ele tem com sua mãe. E também, lida com sua mãe. Identifica-se ou não com ela.
Se a filha percebe na mãe uma passividade em relação ao pai, insegurança e um pai que reforça isso com um comportamento não muito atencioso ou moralmente duvidoso para com a esposa, a menina pode tornar-se uma mulher muito insegura...
Uma mãe possessiva demais, que deixe a criança sem espaço para lidar com seu pai, pode acarretar uma adulta competititva, possessiva...
O complexo não superado...
A criança vê pai, mãe, seu relacionamento e isso reflete a forma como ela se vê. E o importante está em como ela se vê: Interessante, desinteressante, segura, insegura, desejável ou não. Muita imagem a construir nas crianças até os 6 anos.
E tem menina que escuta a mãe falar mal do marido a vida toda...Desde pequenina.
Que escuta a mãe defender o machismo, submeter-se a isso...Traições, insinuações...
Que cresce morando na casa dos pais e sendo cuidada quase que exclusivamente pela mãe...
Um bom companheiro não será necessariamente um bom pai...Não há como separar o homem companheiro do homem pai do seu filho...
E quando percebemos amigas, conhecidas ou mesmo aquelas garotas que nem temos amizade em cada relacionamento...Com homens que mal tem condições de ser companheiros, imagine pais...Quando só se envolvem com homens problemáticos, homens que não as assumem, que não as respeitam...E elas poderiam ter relacionamentos completamente diferentes...
Crescer é um constante: fazer igual ou recusar-se a fazer igual à mãe...Não concordam?
Beijos
Gilda
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Voltei!
Oi...rs..ixi..nem sei se tenho mais leitores...ehehehehh
Estive ausente do blog....logo que tirei o DIU, engravidei e em seguida descobri que a gravidez já estava interrompida e um aborto estava a caminho....
Então, passei umas semanas ausente daqui porque nao queria ter que escrever aqui sobre o momento pelo qual passava. Agora, já estamos ódios bem, mas também nao vou falar disso agora. Outro dia, outra pastagem, tá?
Beijos
Gilda
Estive ausente do blog....logo que tirei o DIU, engravidei e em seguida descobri que a gravidez já estava interrompida e um aborto estava a caminho....
Então, passei umas semanas ausente daqui porque nao queria ter que escrever aqui sobre o momento pelo qual passava. Agora, já estamos ódios bem, mas também nao vou falar disso agora. Outro dia, outra pastagem, tá?
Beijos
Gilda
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Já ouviram falar de loucura moral?
Recentemente, assistia a um programa de tv, e uma atriz fazia uma linda encenação, tocante, de uma mãe que conversava com o psiquiatra do filho, que lhe informava que nada podia ser feito para mudar seu filho, por ter personalidade psicopática...
O monstro da Austria, recordam? Aquele que sequestrou a propria filha e violentou-a por anos, foi condenado a prisão perpétua, porém ficará em um manicômio...Ele é chamado mundialmente como monstro, porém, para especialistas, ele seria, em verdade, uma pessoa com personalidade psicopática.
Ah, há certos temas que expõem muitas dúvidas, e esse é um deles...
Além da complexidade do diagnóstico, há a não aceitação do paciente e a negação da família...Dói em todos...Na maioria absoluta dos casos, a família sofre silenciosamente por temer questões mentais nos filhos, mas, nega-se a investigar, a descobrir, a vivenciar aquilo...
Eu já converso com psicólogos desde o ano passado, para compreender minha pequena filha, ter sempre uma dimensão real de como ela vivencia a escola, nossa casa, como se relaciona com as pessoas e reage a tudo o que lhe acontece. E digo que tem sido uma experiência incrível! Minha filha começou a vida escolar bem na idade em que sua personalidade e seus valores estavam em formação, e ela tinha muitos momentos de irritação, ansiedade...
Eu não ia esperar ela ter 16 anos para reclamar que "os adolescentes são todos rebeldes..." Corri atrás de compreender mais sobre a minha filha. E hoje tenho uma dimensão de suas potencialidades, sei que ela já está passando pela sua formação de personalidade de uma forma equilibrada, que sua ansiedade é para fazer mais, criar mais, ir além. A psicóloga recomendou que eu acompanhasse de perto essa questão na escola, porque um professor de má vontade poderia desestimular Manuela ao invés de explorar toda sua criatividade.
Esse ano tem sido excelente, está muito segura, é a líder na sua sala de aula, ainda tão pequena. A professora conversa muito comigo e desde o início percebeu que Manuela faria mais e por isso Manuela é sua ajudante...Ela memorizou a agenda dos colegas e ajuda a professora a organiza-las. Ajuda os colegas nas atividades em sala, sua fala é correta, naturalmente não apresenta vícios de linguagem, é muito criativa e respeitosa com todos em sala. Tudo para a mamãe aqui se encher de orgulho! Rs.
E nós a elogiamos e estimulamos sua criatividade, conversamos e Manuela se magoa se brigamos com ela, porque ela diz que basta falar com ela está tudo bem. Ela sempre foi assim, em casa e na escola.
A primeira psicóloga não deu sequencia às nossas conversas, porque estava sobrecarregada com o doutorado, então conversava com meu psicólogo e busquei outra psicóloga para poder conversar sobre Manuela. Porque ela apresentava desafios a mim, pelo simples fato de ser muito articulada já tão pequena. Gosto da idéia de aprender sobre as fases da minha filha e aprender a lidar com minha pequena, que à medida que cresce, muda, se adapta à escola, à vida e eu não quero prejudica-la, nao compreendê-la.
Os psicólogos com quem conversei estabelecem toda a conversa sobre o comportamento do filho em sua relação com a mãe, primeiramente, e em seguida com o pai.
Mas, eu consulto psicólogos para conhecer melhor a minha filha e conviver bem com ela, agora pequenina, depois adolescente e adulta. Agora...sentir-se constrangido a ir a um especialista porque se desconfia de alguma questão mental no filho é muito, muito difícil...
E se você se referir as questões mentais, isso é algo extremamente importante, quando você pensa que há algum grau de consenso entre especialistas de que as questões mentais não ocorrem unicamente por predisposições biológicas, mas associam-se à primária relação com sua mãe e em seguida ao seu pai...
Há crianças que já tem a predisposição genética e ainda não vivenciam laços emocionais com os pais, ou mesmo sofrem abusos emocionais ou físicos, separação dos pais, muitos conflitos, traumas...É difícil dizer que uma pessoa "nasce" com a personalidade psicopática, ela associa aqueles fatores...
É dificil lidar com questões que envolvem a família...É extremamente relevante a fala e, também, o exemplo maternos. Há mãe que são algozes de seus próprios filhos: "minha filha, você é gorda e feia, como vai casar assim?", "ah, minha filha, não adianta, não aprende fácil nada"...E por aí vai...
E o exemplo de familia que temos é o primeiro e, por muitos anos, a única visão de mundo que carregamos...E aí, a filha vê a mãe acordar primeiro que todos, trabalhar o dia inteiro, receber ordens sorridentes do marido o tempo todo, ser a ultima a dormir, e não reclamar...Ou vê a mãe mergulhada na vida dentro de casa, o marido olhar para qualquer mulher que passe na sua frente, ser indiscreto e até desrespeitoso com a mulher, perceber que a mãe vive para segurar o casamento e que há sempre um temor silencioso do marido resolver trocá-la...Ou, que apanha do marido...Ou que vive às brigas com o marido, que nem liga para os filhos...Ou aguenta um marido alcóolatra...
É essa mesma mãe que pode dizer à filha que não se submeta a uma relação ruim, que se valorize, se respeite...Ou, ensinar a filha a engolir todos os desaforos dos namorados e do marido...Como negar a importância disso?
E como negar a importância de quando a criança não recebe afetividade da mãe ou pai? Recebe mais valores de parentes do que de sua própria mãe. Avós e tios não substituem pai e mãe...
Então, muitas questões psicológicas ficam silentes, não comentadas por ninguem, negadas ao extremo...E tanta gente questionou a esposa do monstro da Austria, que deveria ter desconfiado dele...Mas, a negação é um impulso tão forte dentro da família...
Nega-se, varre-se para baixo do tapete, não se discute...
Inclusive, a nomenclatura influi nisso...Quantas pessoas você conhece que já disseram "eu sou psicomaniacodepressivo"? Eu, nenhuma. Mas, quando a nomenclatura passou para "bipolar", muitas pessoas sentiram-se em condições de confirmá-la publicamente...As questões psicológicas deixaram de ser "problemas mentais", ou "loucuras", ainda que a personalidade psciopática ainda seja chamada de "loucura moral"...
Então, preconceitos se encerram pela mudança na palavra, também, percebem? Muitas famílias ganharam com isso. Tiveram melhores relacionamentos, puderam conversar mais. Mas, para muitas questões psicológicas, ainda há muito preconceito...Quem quer dizer para a familia que "um psicólogo" disse que ele é um psicopata? Quais familias estão preparadas para conviver com essa verdade? Isso exije muito emocionalmente da família e muito tempo em terapia, e muita gente continua achando que para todos os outros é necessária a terapia, mas para sua família super legal, super perfeita, não! ................
Eu e meu marido falávamos disso esses dias...Tem mãe que passa a vida exaltando em tintas berrantes as virtudes dos filhos, numa construção fantasiosa...Ela quer muito que tudo o que ela repita para si e para os outros seja verdade...Que seu filho é muito legal, apesar dele ser desrespeitoso dentro e fora de casa, com a mãe e com sua namorada, mentir muito...Que sua filha é melhor que as outras, apesar dela ser preguiçosa, não estudar, e não conseguir nem escolher namorados decentes...Que seu filho é ótimo aluno, filho, que come tudo quando, em verdade, ele só come porcaria...E a insistente negativa em enxergar os defeitos...
É...Nós mães definitivamente não temos tanto mérito como pregamos pelas virtudes dos filhos, e temos mais participação/omissão nos defeitos deles do que conseguimos reconhecer...
E muitas vezes não compreender ou se incomodar com as ações ou emoções dos filhos deveria ser suficiente para a mãe procurar um psicólogo. Mas, não, ela prefere dizer: "ah, a adolescência é terrível mesmo...", "ah, meu filho é muito difícil..."
E difícil é muito diferente de bipolar, de psciopata, esquizofrênico...É muito legítimo sentir medo, insegurança, e até envergonhar-se de ter preconceito com essas "doenças"...Como reconhecer o filho real quando nós passamos a vida a correr atrás do que idealizamos a respeito de vida, amor, trabalho, dinheiro, família... O ideal de filho perfeito, o ideal de beleza antes mesmo do bebê nascer, o ideal de envelhecer juntos, de fazer bodas e mais bodas de casamento...
A cada linha que escrevo sobre o que idealizamos, mais difícil fica tratar do tema dessa postagem...
Bem, a personalidade psicopática impede alguém de sentir afeto, de amar, de nutrir sentimentos...Apesar de conviver com as pessoas, ser capaz de tratá-las até bem, mas, falta-lhes verdade, há muita teatralidade...As pessoas de personalidade psicopática não distinguem bem e mal em seu agir, o que lhes permite mentir, manipular, vingar-se de formas agressivas, extremas até..Nem pai ou mãe escapa a isso, pois as pessoas de personalidade psicopática valem-se das relações de parentesco para conseguirem objetivos estritamente egoísticos. Remorso e culpa são raros nessas pessoas...
Já há estudos de neuropsiquiatria que explicam o psicopata como uma pessoa cujo cérebro reage de forma singular, com intensa ativação de áreas que são relacionadas ao desprezo e vingança...E todo um comprometimento com as conexões emocionais. E tem intensa irritablidade, agressividade, e não aceitam frustrações. Apesar de toda racionalidade com que agem, sem sentimentos maiores, eles mentem muito, fantasiam, porque isso os auxilia a serem cada vez melhores manipuladores...
Os sintomas da personalidade psicopática já estão presentes na infância, e é importante que os pais observem sempre os filhos que manipulam, mentem, não demonstram remorso pelo que causam, são introvertidos, irritados, parecem não conseguir ter sentimentos prolongados por nada nem ninguém, e quando contrariados, explodem ou tramam vinganças...E não adianta ler um dos adjetivos daqui e dizer: "ufa, minha filha não é psicopata porque ela é bem extrovertida!"...E se há motivos para desconfiar seriamente, a extroversão pode ser puramente teatral...
Já li que para cada 25 pessoas, 1 exibe traços de psciopatia...É muito, não é mesmo? Melhor nos conhecermos mais, não é mesmo?
Essa postagem continua...
Beijos
Gilda
O monstro da Austria, recordam? Aquele que sequestrou a propria filha e violentou-a por anos, foi condenado a prisão perpétua, porém ficará em um manicômio...Ele é chamado mundialmente como monstro, porém, para especialistas, ele seria, em verdade, uma pessoa com personalidade psicopática.
Ah, há certos temas que expõem muitas dúvidas, e esse é um deles...
Além da complexidade do diagnóstico, há a não aceitação do paciente e a negação da família...Dói em todos...Na maioria absoluta dos casos, a família sofre silenciosamente por temer questões mentais nos filhos, mas, nega-se a investigar, a descobrir, a vivenciar aquilo...
Eu já converso com psicólogos desde o ano passado, para compreender minha pequena filha, ter sempre uma dimensão real de como ela vivencia a escola, nossa casa, como se relaciona com as pessoas e reage a tudo o que lhe acontece. E digo que tem sido uma experiência incrível! Minha filha começou a vida escolar bem na idade em que sua personalidade e seus valores estavam em formação, e ela tinha muitos momentos de irritação, ansiedade...
Eu não ia esperar ela ter 16 anos para reclamar que "os adolescentes são todos rebeldes..." Corri atrás de compreender mais sobre a minha filha. E hoje tenho uma dimensão de suas potencialidades, sei que ela já está passando pela sua formação de personalidade de uma forma equilibrada, que sua ansiedade é para fazer mais, criar mais, ir além. A psicóloga recomendou que eu acompanhasse de perto essa questão na escola, porque um professor de má vontade poderia desestimular Manuela ao invés de explorar toda sua criatividade.
Esse ano tem sido excelente, está muito segura, é a líder na sua sala de aula, ainda tão pequena. A professora conversa muito comigo e desde o início percebeu que Manuela faria mais e por isso Manuela é sua ajudante...Ela memorizou a agenda dos colegas e ajuda a professora a organiza-las. Ajuda os colegas nas atividades em sala, sua fala é correta, naturalmente não apresenta vícios de linguagem, é muito criativa e respeitosa com todos em sala. Tudo para a mamãe aqui se encher de orgulho! Rs.
E nós a elogiamos e estimulamos sua criatividade, conversamos e Manuela se magoa se brigamos com ela, porque ela diz que basta falar com ela está tudo bem. Ela sempre foi assim, em casa e na escola.
A primeira psicóloga não deu sequencia às nossas conversas, porque estava sobrecarregada com o doutorado, então conversava com meu psicólogo e busquei outra psicóloga para poder conversar sobre Manuela. Porque ela apresentava desafios a mim, pelo simples fato de ser muito articulada já tão pequena. Gosto da idéia de aprender sobre as fases da minha filha e aprender a lidar com minha pequena, que à medida que cresce, muda, se adapta à escola, à vida e eu não quero prejudica-la, nao compreendê-la.
Os psicólogos com quem conversei estabelecem toda a conversa sobre o comportamento do filho em sua relação com a mãe, primeiramente, e em seguida com o pai.
Mas, eu consulto psicólogos para conhecer melhor a minha filha e conviver bem com ela, agora pequenina, depois adolescente e adulta. Agora...sentir-se constrangido a ir a um especialista porque se desconfia de alguma questão mental no filho é muito, muito difícil...
E se você se referir as questões mentais, isso é algo extremamente importante, quando você pensa que há algum grau de consenso entre especialistas de que as questões mentais não ocorrem unicamente por predisposições biológicas, mas associam-se à primária relação com sua mãe e em seguida ao seu pai...
Há crianças que já tem a predisposição genética e ainda não vivenciam laços emocionais com os pais, ou mesmo sofrem abusos emocionais ou físicos, separação dos pais, muitos conflitos, traumas...É difícil dizer que uma pessoa "nasce" com a personalidade psicopática, ela associa aqueles fatores...
É dificil lidar com questões que envolvem a família...É extremamente relevante a fala e, também, o exemplo maternos. Há mãe que são algozes de seus próprios filhos: "minha filha, você é gorda e feia, como vai casar assim?", "ah, minha filha, não adianta, não aprende fácil nada"...E por aí vai...
E o exemplo de familia que temos é o primeiro e, por muitos anos, a única visão de mundo que carregamos...E aí, a filha vê a mãe acordar primeiro que todos, trabalhar o dia inteiro, receber ordens sorridentes do marido o tempo todo, ser a ultima a dormir, e não reclamar...Ou vê a mãe mergulhada na vida dentro de casa, o marido olhar para qualquer mulher que passe na sua frente, ser indiscreto e até desrespeitoso com a mulher, perceber que a mãe vive para segurar o casamento e que há sempre um temor silencioso do marido resolver trocá-la...Ou, que apanha do marido...Ou que vive às brigas com o marido, que nem liga para os filhos...Ou aguenta um marido alcóolatra...
É essa mesma mãe que pode dizer à filha que não se submeta a uma relação ruim, que se valorize, se respeite...Ou, ensinar a filha a engolir todos os desaforos dos namorados e do marido...Como negar a importância disso?
E como negar a importância de quando a criança não recebe afetividade da mãe ou pai? Recebe mais valores de parentes do que de sua própria mãe. Avós e tios não substituem pai e mãe...
Então, muitas questões psicológicas ficam silentes, não comentadas por ninguem, negadas ao extremo...E tanta gente questionou a esposa do monstro da Austria, que deveria ter desconfiado dele...Mas, a negação é um impulso tão forte dentro da família...
Nega-se, varre-se para baixo do tapete, não se discute...
Inclusive, a nomenclatura influi nisso...Quantas pessoas você conhece que já disseram "eu sou psicomaniacodepressivo"? Eu, nenhuma. Mas, quando a nomenclatura passou para "bipolar", muitas pessoas sentiram-se em condições de confirmá-la publicamente...As questões psicológicas deixaram de ser "problemas mentais", ou "loucuras", ainda que a personalidade psciopática ainda seja chamada de "loucura moral"...
Então, preconceitos se encerram pela mudança na palavra, também, percebem? Muitas famílias ganharam com isso. Tiveram melhores relacionamentos, puderam conversar mais. Mas, para muitas questões psicológicas, ainda há muito preconceito...Quem quer dizer para a familia que "um psicólogo" disse que ele é um psicopata? Quais familias estão preparadas para conviver com essa verdade? Isso exije muito emocionalmente da família e muito tempo em terapia, e muita gente continua achando que para todos os outros é necessária a terapia, mas para sua família super legal, super perfeita, não! ................
Eu e meu marido falávamos disso esses dias...Tem mãe que passa a vida exaltando em tintas berrantes as virtudes dos filhos, numa construção fantasiosa...Ela quer muito que tudo o que ela repita para si e para os outros seja verdade...Que seu filho é muito legal, apesar dele ser desrespeitoso dentro e fora de casa, com a mãe e com sua namorada, mentir muito...Que sua filha é melhor que as outras, apesar dela ser preguiçosa, não estudar, e não conseguir nem escolher namorados decentes...Que seu filho é ótimo aluno, filho, que come tudo quando, em verdade, ele só come porcaria...E a insistente negativa em enxergar os defeitos...
É...Nós mães definitivamente não temos tanto mérito como pregamos pelas virtudes dos filhos, e temos mais participação/omissão nos defeitos deles do que conseguimos reconhecer...
E muitas vezes não compreender ou se incomodar com as ações ou emoções dos filhos deveria ser suficiente para a mãe procurar um psicólogo. Mas, não, ela prefere dizer: "ah, a adolescência é terrível mesmo...", "ah, meu filho é muito difícil..."
E difícil é muito diferente de bipolar, de psciopata, esquizofrênico...É muito legítimo sentir medo, insegurança, e até envergonhar-se de ter preconceito com essas "doenças"...Como reconhecer o filho real quando nós passamos a vida a correr atrás do que idealizamos a respeito de vida, amor, trabalho, dinheiro, família... O ideal de filho perfeito, o ideal de beleza antes mesmo do bebê nascer, o ideal de envelhecer juntos, de fazer bodas e mais bodas de casamento...
A cada linha que escrevo sobre o que idealizamos, mais difícil fica tratar do tema dessa postagem...
Bem, a personalidade psicopática impede alguém de sentir afeto, de amar, de nutrir sentimentos...Apesar de conviver com as pessoas, ser capaz de tratá-las até bem, mas, falta-lhes verdade, há muita teatralidade...As pessoas de personalidade psicopática não distinguem bem e mal em seu agir, o que lhes permite mentir, manipular, vingar-se de formas agressivas, extremas até..Nem pai ou mãe escapa a isso, pois as pessoas de personalidade psicopática valem-se das relações de parentesco para conseguirem objetivos estritamente egoísticos. Remorso e culpa são raros nessas pessoas...
Já há estudos de neuropsiquiatria que explicam o psicopata como uma pessoa cujo cérebro reage de forma singular, com intensa ativação de áreas que são relacionadas ao desprezo e vingança...E todo um comprometimento com as conexões emocionais. E tem intensa irritablidade, agressividade, e não aceitam frustrações. Apesar de toda racionalidade com que agem, sem sentimentos maiores, eles mentem muito, fantasiam, porque isso os auxilia a serem cada vez melhores manipuladores...
Os sintomas da personalidade psicopática já estão presentes na infância, e é importante que os pais observem sempre os filhos que manipulam, mentem, não demonstram remorso pelo que causam, são introvertidos, irritados, parecem não conseguir ter sentimentos prolongados por nada nem ninguém, e quando contrariados, explodem ou tramam vinganças...E não adianta ler um dos adjetivos daqui e dizer: "ufa, minha filha não é psicopata porque ela é bem extrovertida!"...E se há motivos para desconfiar seriamente, a extroversão pode ser puramente teatral...
Já li que para cada 25 pessoas, 1 exibe traços de psciopatia...É muito, não é mesmo? Melhor nos conhecermos mais, não é mesmo?
Essa postagem continua...
Beijos
Gilda
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Tchau DIU!
Olá!
No dia 13 de abril eu me despedi do meu DIU. Foram 3 anos em sua companhia. Ele foi a opção para mim, que não queria engravidar e também não queria mais tomar pílula. Nesses anos com o DIU, ele não mudou de lugar, permaneceu muito bem localizado, onde meu obstetra o havia deixado. Bom!
Ele aumentou meu fluxo menstrual, e com isso minha tpm e cólicas. Rs. Mas, valeu a pena sempre!nada de esquecer de tomar a pílula, nada de susto.
Mas, sabíamos que o tempo do DIU seria de 3 anos, mais ou menos, para programarmos o irmaozinho da Manuela. Então, assim como eu coloquei o DIU no consultório do meu medico, eu o retirei lá, assim, fácil, simples, em 5-10 minutinhos.
Aproveitei que no primeiro semestre é sempre tempo de fazer exames e visitar meu ginecologista e fiz tudo: exames de rotina e exames para verificar como estava meu útero. Levei tudo ao medico e tirei o DIU. esta tudo em ordem, mamografia, útero, exames clinicos bons, já sai do consultório com sinal verde para começar a tentar engravidar.
bom, meu medico não marca nova consulta, dá tchau e espera que voltemos em algum mês lá adiante já grávidos, rs. Vamos ver!
A minha primeira gravidez foi uma surpresa, não programada, e aconteceu num vacilo único. Então, o marido desde então, repete que dessa vez será bem rápido, também!
Confesso que agora estou mais atenta, alerta, porque a primeira gravidez descobri com 5 semanas...rs...não quero o mesmo atraso dessa vez!
Há 15 dias fiz um teste de farmácia, mas sabia que não poderia estar gravida, porque não Havia nem entrado no meu período fértil! Rs.
Eu me empolguei, confesso. É que, diferentemente da pílula, o DIU não exige tempo para o corpo se reorganizar. Tirou, você pode engravidar no mesmo dia. Eficiente, não é mesmo? Rs.
Pois é...estamos tentando mais usm filho! O ano tem sido excepcionalmente bom, há tempos conversamos com Manuela sobre um irmão. Estamos onde queremos estar, juntos como gostaríamos de estar, vamos tentar aumentar a família!
São ciclos novos, de companheirismo, aperfeiçoamentos, cumplicidades, união,e mais, muito mais! O tempo nos abre os olhos para o que queremos, para o que nos traz paz, para atrairmos o que nos faz bem e afastarmos o que nos é maligno. E assim é a vida, uma bela colheita de tudo o que plantamos, de amor, união e alegrias! Mudamos de casa, estamos num lugar melhor, lindo!
Já comecei a tomar o folin antes mesmo de tirar o DIU. Rs. Mal intencionada, né? Rs.
Eu solicitei ao meu medico os exames clinicos para acompanhar como estou, e se está tudo bem para engravidar. Fiz exames completos de sangue, ultrassom transvaginal, mamografia e ultrassonografia mamaria. Tudo esta normal.
No útero, estou com um cisto. O medico que fez minha ultra já havia me dito isso, mas disse também que não tinha problema nenhum!
Trata-se de um cisto de naboh, um cisto inócuo, meio normal de um acumulo de secreção, que meu medico disse que podia retirar imediatamente no consultório, mas que normalmente o cisto voltava. E que não há tratamento ou riscos. Deixei ele lá mesmo.
Pronto! Colecionei o "boa sorte" de todos os médicos e agora é tentar e esperar. Rs.
Mas, digo logo, não sou nem um pouco preocupada com o "quando". Rs. Isso não cabe a mim definir, cabe? Não. Eu vou só dar uma ajudinha à natureza. Rs.
E vamos que vamos, porque o ano está lindo, apesar da chuva toda que resolveu cair nos últimos dias em Curitiba...rs
E, como digo, os tempos tem sido de colheita, e tenho certeza que terei outra gravidez abençoada! É muita energia boa, otimista e feliz para atrair boas sementinhas. Rs.
Beijos!!!
Gilda
quarta-feira, 2 de maio de 2012
E os direitos, hein?
Olá! Há tempos que eu queria escrever sobre direitos das crianças...Vamos lá!
No Brasil, a secretaria de direitos humanos possui alguns conselhos, dentre os quais o CONANDA, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente. Seu propósito é definir a política nacional para crianças e adolescentes. E, há uma página virtual de divulgação dos direitos das crianças e adolescentes.
A infância, para fins legais, vai até os 12 anos de idade. Daí até os 18 anos, é a adolescência.
Claro que o critério aí é jurídico, pois há psicólogos defendendo que a adolescência pode perdurar por muito mais tempo, se a pessoa não amadurecer e continuar comportando-se como se tivesse eternos 16 anos...Rs...Eu já vi mãe chamar filho de 20 anos de adolescente...E pode ser mesmo, pois para sair da adolescência é imperativo que a pessoa torne-se autônoma, capaz de gerir sua vida, mas, a cada dia, os jovens permanecem mais tempo sob as asas protetoras das mães e adiam sua maturidade.
Isso não serve, entretanto, para o direito, já que essa conversa do "meu filhinho ainda é muito novo, um adolescente" não é aceita...Aos 18 já pode ser acusado de crimes, já dirige, já vota e vai responder por tudo como adulto.
No caso das crianças doentes, é lhes garantido acompanhante durante o tratamento, acesso universal ao SUS e nos hospitais e postos de atendimento a elas é exigida área de brinquedos, direito ao conhecimento claro de sua doença, apoio espiritual, respeito à sua imagem, integridade, participação dos pais em seu tratamento, direito à prioridade de atendimento e sem discriminação. Claro que isso foi objeto de resolução do CONANDA, em harmonia com a sociedade brasileira de pediatria. Resolução 41, de 1995:
http://www.direitoshumanos.gov.br/clientes/sedh/sedh/conselho/conanda/.arqcon/.arqcon/41resol.pdf
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/19
http://blog.centrodevida.com.br/2010/09/03/direito-dos-doentes/
http://www.direitoshumanos.gov.br/conselho/conanda
http://www.direitosdacrianca.org.br/temas/saude
http://www.saudecrianca.org.br/
http://www.direitosdacrianca.org.br/
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/orientacoes/site/home/direitos_sociais_cancer
Há muitos espaços bonitos e muito importantes na internet, que esclarecem, apoiam, e oferecem uma rede de organizações dedicadas às crianças e adolescentes nas mais diversas situações: doentes, deficientes, que sofreram violência, que vivem na rua, que sofreram abuso em emprego etc.
A defensoria publica de São Paulo juntamente com o movimento pró autista elaborou uma cartilha com os direitos das pessoas com autismo:
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/figuras/DireitosPessoasAutismo_Leitura.pdf
A condição da criança merece leituras, pesquisas, porque ela tem um desenvolvimento próprio. Crianças já foram tidas como objeto, dos pais, dos empregadores...Negociadas, abusadas, e ainda há adulto que surre, bata, agrida verbal e fisicamente crianças...Às vezes sua própria prole...
Há muita tristeza envolvendo a hitória das cianças...Como o trabalho escravo, que tem nelas exemplo frequente...A negativa à nutrição, que as torna adultos obesos, doentes, limitados...A negativa à roupa, que as mantem humilhadas, envergonhadas, que as impede de dar passos largos..A negativa à educação boa, que as desqualifica, desestimula, marginaliza...A negativa ao amor, que as deixa sós, carentes, abanonadas e abusadas...
E para quem a realidade é outra, para quem acessa a justiça, hospitais, escolas etc. é importante conhecer os direitos de seus filhos, que abraçam na verdade a família inteira. Acalentam pais e filhos.
E com o voluntariado, tem se extendido às crianças que não tem família, que são carentes de ensino, de amor, de alimnetação...O direito não é igual para todas as pessoas, mas deve chegar a todos.
Por isso eu considero a adoção mais do que um ato de amor...Eu vejo a importância social que ela tem. De acolher uma criança, cuja história começou bem antes de seu nascimento e é a mesma em gerações de sua família: dor, abandono, tristeza, desamor... A adoção rompe um ciclo longo e tem os desafios emocionais daquela criança. Por isso sempre defendi que a mulher que adota deve pensar muito no emocional daquela criança, mais do que no seu ideal de filho. Porque aquela criança adotada carrega sentimentos e medos que nós, em nossa vida estável, com amor e fartura, não compreendemos...Carrega
virtudes que muitas vezes não conseguimos reconhecer e sofre com os defeitos que já cremos de antemão ela deve ter...Adotar é um ato de amor ao outro, a outra criança...Não como idealizamos, mas como é possível a uma criança abandonada entender que possa ser digna de amor...
O direito é em algum grau ato de amor, de reconhecimento, de dar dignidade, respeito, liberdade...Por outro lado, viver sem o direito simboliza a opressão, limitação, desrespeito, indignidade, ausência de paz...Como negar a uma criança direitos fundamentais, como a uma casa, à educação, água, saude, lazer?
É tentar colocar-se no lugar da criança que divide o quarto com os pais e irmãos e que, um dia, vai à casa de uma outra criança e vê que ela tem um quarto só para si, quentinho, com brinquedos, livros...É um exemplo banal, fútil, diriam alguns, mas carregado de simbolismo para as crianças que não podem ter a cor em seus quartos, a alegria de um brinquedo e o prazer de um lindo livro de contos para fantasiar...E por aí vai...O direito é muito mais do que os reclamões de plantão dizem: Que a vida é cheia de regras, inúteis, que ninguém cumpre, blá, blá, blá...
Porque tem gente de prontidão para desrespeitar crianças, idosos, mulheres...Todo mundo...A esses o direito é um eterno incômodo... E a eles o direito tem silenciado. Mas, é uma armadilha: quem crê que o direito é excessivo e não deva respeitar o direito dos outros se envolve num ciclo de violação que um dia o alcança...E quando ele sentir-se lesado e buscar justiça...Poderá encontrar alguém como ele...O sentimento de respeito aos direitos é um princípio...Deve antecipar-se a toda ação nossa...Não violar, negar, ofender...E assim mais e mais o direito será respeitado...Assim, simples assim...
Assim fica mais fácil ser responsável por nossas ações...Sabendo que não mentiu, falou a verdade, não enganou ou omitiu para seus pares, familiares, companheiros, pais, irmãos, amigos...
Sabendo que atendeu a uma paciente com atençao, respeito, cuidado, concentração...Não mentiu, ou inventou procedimentos para lucrar mais, respeitou a vontade dos pais, manteve dignidade no tratamento da criança e na sua condiçao fisica e emocional...
Não é mesmo?
Beijos,
Gilda
No Brasil, a secretaria de direitos humanos possui alguns conselhos, dentre os quais o CONANDA, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente. Seu propósito é definir a política nacional para crianças e adolescentes. E, há uma página virtual de divulgação dos direitos das crianças e adolescentes.
A infância, para fins legais, vai até os 12 anos de idade. Daí até os 18 anos, é a adolescência.
Claro que o critério aí é jurídico, pois há psicólogos defendendo que a adolescência pode perdurar por muito mais tempo, se a pessoa não amadurecer e continuar comportando-se como se tivesse eternos 16 anos...Rs...Eu já vi mãe chamar filho de 20 anos de adolescente...E pode ser mesmo, pois para sair da adolescência é imperativo que a pessoa torne-se autônoma, capaz de gerir sua vida, mas, a cada dia, os jovens permanecem mais tempo sob as asas protetoras das mães e adiam sua maturidade.
Isso não serve, entretanto, para o direito, já que essa conversa do "meu filhinho ainda é muito novo, um adolescente" não é aceita...Aos 18 já pode ser acusado de crimes, já dirige, já vota e vai responder por tudo como adulto.
No caso das crianças doentes, é lhes garantido acompanhante durante o tratamento, acesso universal ao SUS e nos hospitais e postos de atendimento a elas é exigida área de brinquedos, direito ao conhecimento claro de sua doença, apoio espiritual, respeito à sua imagem, integridade, participação dos pais em seu tratamento, direito à prioridade de atendimento e sem discriminação. Claro que isso foi objeto de resolução do CONANDA, em harmonia com a sociedade brasileira de pediatria. Resolução 41, de 1995:
http://www.direitoshumanos.gov.br/clientes/sedh/sedh/conselho/conanda/.arqcon/.arqcon/41resol.pdf
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/19
http://blog.centrodevida.com.br/2010/09/03/direito-dos-doentes/
http://www.direitoshumanos.gov.br/conselho/conanda
http://www.direitosdacrianca.org.br/temas/saude
http://www.saudecrianca.org.br/
http://www.direitosdacrianca.org.br/
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/orientacoes/site/home/direitos_sociais_cancer
Há muitos espaços bonitos e muito importantes na internet, que esclarecem, apoiam, e oferecem uma rede de organizações dedicadas às crianças e adolescentes nas mais diversas situações: doentes, deficientes, que sofreram violência, que vivem na rua, que sofreram abuso em emprego etc.
A defensoria publica de São Paulo juntamente com o movimento pró autista elaborou uma cartilha com os direitos das pessoas com autismo:
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/figuras/DireitosPessoasAutismo_Leitura.pdf
A condição da criança merece leituras, pesquisas, porque ela tem um desenvolvimento próprio. Crianças já foram tidas como objeto, dos pais, dos empregadores...Negociadas, abusadas, e ainda há adulto que surre, bata, agrida verbal e fisicamente crianças...Às vezes sua própria prole...
Há muita tristeza envolvendo a hitória das cianças...Como o trabalho escravo, que tem nelas exemplo frequente...A negativa à nutrição, que as torna adultos obesos, doentes, limitados...A negativa à roupa, que as mantem humilhadas, envergonhadas, que as impede de dar passos largos..A negativa à educação boa, que as desqualifica, desestimula, marginaliza...A negativa ao amor, que as deixa sós, carentes, abanonadas e abusadas...
E para quem a realidade é outra, para quem acessa a justiça, hospitais, escolas etc. é importante conhecer os direitos de seus filhos, que abraçam na verdade a família inteira. Acalentam pais e filhos.
E com o voluntariado, tem se extendido às crianças que não tem família, que são carentes de ensino, de amor, de alimnetação...O direito não é igual para todas as pessoas, mas deve chegar a todos.
Por isso eu considero a adoção mais do que um ato de amor...Eu vejo a importância social que ela tem. De acolher uma criança, cuja história começou bem antes de seu nascimento e é a mesma em gerações de sua família: dor, abandono, tristeza, desamor... A adoção rompe um ciclo longo e tem os desafios emocionais daquela criança. Por isso sempre defendi que a mulher que adota deve pensar muito no emocional daquela criança, mais do que no seu ideal de filho. Porque aquela criança adotada carrega sentimentos e medos que nós, em nossa vida estável, com amor e fartura, não compreendemos...Carrega
virtudes que muitas vezes não conseguimos reconhecer e sofre com os defeitos que já cremos de antemão ela deve ter...Adotar é um ato de amor ao outro, a outra criança...Não como idealizamos, mas como é possível a uma criança abandonada entender que possa ser digna de amor...
O direito é em algum grau ato de amor, de reconhecimento, de dar dignidade, respeito, liberdade...Por outro lado, viver sem o direito simboliza a opressão, limitação, desrespeito, indignidade, ausência de paz...Como negar a uma criança direitos fundamentais, como a uma casa, à educação, água, saude, lazer?
É tentar colocar-se no lugar da criança que divide o quarto com os pais e irmãos e que, um dia, vai à casa de uma outra criança e vê que ela tem um quarto só para si, quentinho, com brinquedos, livros...É um exemplo banal, fútil, diriam alguns, mas carregado de simbolismo para as crianças que não podem ter a cor em seus quartos, a alegria de um brinquedo e o prazer de um lindo livro de contos para fantasiar...E por aí vai...O direito é muito mais do que os reclamões de plantão dizem: Que a vida é cheia de regras, inúteis, que ninguém cumpre, blá, blá, blá...
Porque tem gente de prontidão para desrespeitar crianças, idosos, mulheres...Todo mundo...A esses o direito é um eterno incômodo... E a eles o direito tem silenciado. Mas, é uma armadilha: quem crê que o direito é excessivo e não deva respeitar o direito dos outros se envolve num ciclo de violação que um dia o alcança...E quando ele sentir-se lesado e buscar justiça...Poderá encontrar alguém como ele...O sentimento de respeito aos direitos é um princípio...Deve antecipar-se a toda ação nossa...Não violar, negar, ofender...E assim mais e mais o direito será respeitado...Assim, simples assim...
Assim fica mais fácil ser responsável por nossas ações...Sabendo que não mentiu, falou a verdade, não enganou ou omitiu para seus pares, familiares, companheiros, pais, irmãos, amigos...
Sabendo que atendeu a uma paciente com atençao, respeito, cuidado, concentração...Não mentiu, ou inventou procedimentos para lucrar mais, respeitou a vontade dos pais, manteve dignidade no tratamento da criança e na sua condiçao fisica e emocional...
Não é mesmo?
Beijos,
Gilda
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Vamos lá...
Nessa semana li a notícia da remissão de uma leucemia no filho de uma amiga querida, que eu conheço há muitos anos, mas passamos longos períodos sem nos ver. Eu fiquei com o coração apertado quando li que seu filho estava doente e feliz demais quando li sobre a remissão da doença, também!
Por isso escolhi o tema da leucemia, porque nós pouco lemos sobre ela, não é mesmo?
Bom, não sou especialista, leio informações em páginas de hospitais e entidades de apoio às pessoas em tratamento. Tudo se interliga em uma rede de informação. E a leucemia é o câncer mais comum na infância...
A leucemia em linhas gerais é uma produção de células cancerígenas na medula e afeta os glóbulos brancos.
A leucemia tem divisoes: aguda ou crônica. linfóide ou mileóide. só aí já surgem 4 tipos mais comuns da doença: leucemia linfóide aguda e crônica ou leucemia mileóide aguda ou crônica. Mas, só do tipo agudo existem mais de 10 subtipos.
Em crianças, é mais comum a leucemia linfóide aguda, que tem uma forma de evolução rápida, que deve ser tratada rapidamente. Já a leucemia crônica não apresenta sintomas iniciais em cerca de 50% das crianças que afeta e tem desenvolvimento mais lento.
Os sintomas em geral são sangramento em gengivas ou nariz, hematomas pelo corpo, mesmo sem ter havido traumatismo, anemia, cansaço excessivo, apatia, dor de cabeça, náusea, gânglios inchados...Podem se confundir com sintomas de outras doenças, por isso é importante fazer uma boa avaliação médica da criança.
Tem-se obtido uma taxa de sobrevivência de até 80% e leva-se em conta muitos fatores para o prognóstico: idade da criança no momento do diagnóstico, o sexo, raça, os dados laboratoriais da criança, a nutrição da criança etc. Por exemplo, eu já li em mais de uma fonte que crianças com menos de 2 anos e mais de 10 tem prognóstico um pouco pior comparado às crianças em idade intermediária. E também há um melhor prognóstico para meninas.
Então, é muito importante estarmos atentos à nossa saúde e de nossos pequenos, porque em relação ao câncer, o tempo urge!
A AACC - que apoia a criança com câncer, sempre está aberta às pessoas que queiram ajudá-los de alguma forma:
http://www.aacc.org.br/quero-ajudar/pessoa-fisica/adote-uma-acao/
Mãe, não se esqueça do quanto você pode ajudar seu filho: oferecendo-lhe uma nutrição equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, tudo o que puder ajudar seu filho a passar bem por toda e qualquer doença. E, também, o que acaba sendo mais difícil porque o passado não pode ser mudado, mas o cigarro, a maconha, e outras drogas tem sido associados à leucemia...Quanto mais a medicina informa o que ajuda na saúde, mais se torna insustentável crianças que não tem uma dieta saudável desde a primeira infância...Porque isso é muito importante para ela não adoecer, ou estar forte para tratamentos médicos ou se recuperar de uma doença...
O câncer assusta muito por ser silencioso, mas, mais assustador é não fazer um controle de saúde anual, semestral, cuidar-se, alimentar-se bem, prestar atenção às anemias, perdas de peso repentinas etc.
Conheci uma mulher que me disse assim: eu não vou ao médico há anos, porque toda amiga minha que vai descobre algum problema, eu que não vou!...e uma diarista que trabalhou pra mim e disse assim: não vou ao ginecologista desde que minha filha nasceu...há 8 anos...
É por aí vai... Assustador, não acham? Mas, não precisa ser assim, não é mesmo?
Bem, há muitas paginas importantes, que informam, apoiam, buscam apoio, vamos olhar lá um pouco?
Essa semana teve o dia mundial de conscientizaçao do autismo - 02 de abril. Todo dia é dia de lembrar que somos muito diferentes e em algum aspecto da vida precisamos de mais atençao, seja no coraçao, na fala, no ouvido, na socializaçao, entao, vale a pena apoiar as organizaçoes que cuidam das crianças com autismo e todas as crianças especiais Braasil e mundo afora. Vale a pena informar, nao repetir mitos, acabar com lendas, conhecer mais de tudo o que nos rodeia para podermos apoiar mais quem está por perto e quer apoio.
Abaixo as paginas:
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4311/162/autorizado-novo-tratamento-para-leucemia-pediatrica.html
http://www.apcl.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?ctlocalid=15
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/31
http://www.fop.unicamp.br/ddo/patologia/downloads/db301_un5_Aula49Linfo-Leucemia2.pdf
http://www.sliba.org.br/centros-de-tmo.html
http://www.abrale.org.br/det_cancer_infantil/leucemia/index.php
Beijos,
bom feriado!
Gilda
Por isso escolhi o tema da leucemia, porque nós pouco lemos sobre ela, não é mesmo?
Bom, não sou especialista, leio informações em páginas de hospitais e entidades de apoio às pessoas em tratamento. Tudo se interliga em uma rede de informação. E a leucemia é o câncer mais comum na infância...
A leucemia em linhas gerais é uma produção de células cancerígenas na medula e afeta os glóbulos brancos.
A leucemia tem divisoes: aguda ou crônica. linfóide ou mileóide. só aí já surgem 4 tipos mais comuns da doença: leucemia linfóide aguda e crônica ou leucemia mileóide aguda ou crônica. Mas, só do tipo agudo existem mais de 10 subtipos.
Em crianças, é mais comum a leucemia linfóide aguda, que tem uma forma de evolução rápida, que deve ser tratada rapidamente. Já a leucemia crônica não apresenta sintomas iniciais em cerca de 50% das crianças que afeta e tem desenvolvimento mais lento.
Os sintomas em geral são sangramento em gengivas ou nariz, hematomas pelo corpo, mesmo sem ter havido traumatismo, anemia, cansaço excessivo, apatia, dor de cabeça, náusea, gânglios inchados...Podem se confundir com sintomas de outras doenças, por isso é importante fazer uma boa avaliação médica da criança.
Tem-se obtido uma taxa de sobrevivência de até 80% e leva-se em conta muitos fatores para o prognóstico: idade da criança no momento do diagnóstico, o sexo, raça, os dados laboratoriais da criança, a nutrição da criança etc. Por exemplo, eu já li em mais de uma fonte que crianças com menos de 2 anos e mais de 10 tem prognóstico um pouco pior comparado às crianças em idade intermediária. E também há um melhor prognóstico para meninas.
Então, é muito importante estarmos atentos à nossa saúde e de nossos pequenos, porque em relação ao câncer, o tempo urge!
A AACC - que apoia a criança com câncer, sempre está aberta às pessoas que queiram ajudá-los de alguma forma:
http://www.aacc.org.br/quero-ajudar/pessoa-fisica/adote-uma-acao/
Mãe, não se esqueça do quanto você pode ajudar seu filho: oferecendo-lhe uma nutrição equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas, tudo o que puder ajudar seu filho a passar bem por toda e qualquer doença. E, também, o que acaba sendo mais difícil porque o passado não pode ser mudado, mas o cigarro, a maconha, e outras drogas tem sido associados à leucemia...Quanto mais a medicina informa o que ajuda na saúde, mais se torna insustentável crianças que não tem uma dieta saudável desde a primeira infância...Porque isso é muito importante para ela não adoecer, ou estar forte para tratamentos médicos ou se recuperar de uma doença...
O câncer assusta muito por ser silencioso, mas, mais assustador é não fazer um controle de saúde anual, semestral, cuidar-se, alimentar-se bem, prestar atenção às anemias, perdas de peso repentinas etc.
Conheci uma mulher que me disse assim: eu não vou ao médico há anos, porque toda amiga minha que vai descobre algum problema, eu que não vou!...e uma diarista que trabalhou pra mim e disse assim: não vou ao ginecologista desde que minha filha nasceu...há 8 anos...
É por aí vai... Assustador, não acham? Mas, não precisa ser assim, não é mesmo?
Bem, há muitas paginas importantes, que informam, apoiam, buscam apoio, vamos olhar lá um pouco?
Essa semana teve o dia mundial de conscientizaçao do autismo - 02 de abril. Todo dia é dia de lembrar que somos muito diferentes e em algum aspecto da vida precisamos de mais atençao, seja no coraçao, na fala, no ouvido, na socializaçao, entao, vale a pena apoiar as organizaçoes que cuidam das crianças com autismo e todas as crianças especiais Braasil e mundo afora. Vale a pena informar, nao repetir mitos, acabar com lendas, conhecer mais de tudo o que nos rodeia para podermos apoiar mais quem está por perto e quer apoio.
Abaixo as paginas:
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/4311/162/autorizado-novo-tratamento-para-leucemia-pediatrica.html
http://www.apcl.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?ctlocalid=15
http://www.oncologiapediatrica.org/index.php?site/ver_artigo/31
http://www.fop.unicamp.br/ddo/patologia/downloads/db301_un5_Aula49Linfo-Leucemia2.pdf
http://www.sliba.org.br/centros-de-tmo.html
http://www.abrale.org.br/det_cancer_infantil/leucemia/index.php
Beijos,
bom feriado!
Gilda
terça-feira, 27 de março de 2012
apoiar ou não o Thor, eis a questão!
Bom,
agora que não sai mais todo dia no jornal alguma noticia a respeito do atropelamento envolvendo o Thor Batista...Rs...Conversemos...Rs.
Recentemente escutava o radio e um especialista em transito aqui em Curitiba defendia mais mudanças no transito daqui. Muitas ruas ja tem limite de 40km e outras de 60 km. O transito aqui é bem lento. Segundo as concessionarias, aqui há um dos maiores numeros de carro por familia do país. E radares, muitos radares...Rs.
Bom, as mudanças defendidas eram no sentido de ampliar-se o numero de ruas com 40 ou 60km/h. Ainda segundo o especialista, as chances de um atropelamento não redundar em morte vinculam-se a uma velocidade limite de 60km/h. Acima disso, a cada aceleração um atropelamento rapidamente torna-se fatal...
A educação realmente é revolucionária. Porque para uma pessoa dirigir muito acima da velocidade limite, sem maiores preocupações, ou ela não tem educação ou, tendo esta, falta-lhe, porem, carater...E isso continua sendo um problema de educação, não é mesmo? A educação resolveria todos nossos problemas, penso...
Mas, é lamentável que muitos pais acham que devam dar aos filhos de quase tudo: comida farta, bebida bastante para tornarem-se bêbados eventuais, roupas, sapatos, presentes e mais presentes, carro...
Mas, educação...Não. Só faltam dizer: "mas, oras, pagamos colégios tão carosss"...Mas, não educaram...Nem querem se dar ao trabalho de educar seus filhos...E se estes tornam-se problemáticos..."toda familia tem sua ovelha negra"...Afinal, muitos pais nunca se responsabilizam por demérito de filho, só se orgulham e se tornam partícipes de seus méritos...Eita...
Então, nossa falta de educação, de parâmetro moral na casa dos pais se reflete em toda essa corrupção social...Jovens que dirigem como loucos, a 140km, 160km/h em avenidas normais das cidades, que podem matar de forma brutal qualquer pessoa que lhes atravesse o caminho...
Pessoas que andam de bicicleta, sobre motos ou a pé e não observam o transito, nao respeitam regra de civilidade alguma, nao agem com prudencia...
E em meio a todo esse caos de comportamentos tão ruins e ao mesmo tempo, praticados por quase todo mundo em algum momento do dia ou da noite, o acidente com o filho do Eike...
É sempre assim...Como tem gente que odeia qualquer pessoa bem sucedida ou bonita nesse mundo...rs...É bem ridículo, mas conheço mulheres que acham que todas as loiras ou lindonas devam ser nojentas e metidas...Rs...E gente que acha que todo rico é mau carater brabo...Rs...E, claro, isso veio a tona no caso Thor...
A imprudência não é privilegio dos ricos, ora digo eu! Se assim fosse, nosso transito nas areas nao frequentadas pelos ricos seria lindo. Mas, nao é. Os jovens da classe media também tem pais que não os educam, que sabem que seus filhos não são motoristas responsáveis, mas entregam-lhes diariamente os carros, mesmo quando sabem que seus filhos beberam demais...
Por isso eu sei que muitas mães sentiram um arrepio terrível diante do acidente do Thor...Porque podia ser o filho delas...Elas sabem disso, elas temem isso...
E ainda deve ter tido mãe que falou mal do Thor, mesmo sabendo que seu filho expõe-se ao mesmo risco diariamente...Mas, enquanto não acontecer com o filho dela, irresponsável é o filho dos outros...
Semana passada, um homem, em um carro descontrolado, fez uma contramão e quase me acertou...Para desviar de mim, ele subiu na calcada com o carro e seguiu por ela com velocidade...O olhar daquele homem, naquele carro, desesperado, vai ficar na minha memória por um tempo... sei lá o que aconteceu para aquele homem parar o carro...Bateu, atropelou alguém, destruiu um bem de alguém, matou alguém...
Filho é um ser muito especial, porque nos vemos neles...Eu vejo meus cabelos nos cabelos da minha filha, ela imita todas as minhas expressões, quer usar tudo o que eu uso, e eu estou cuidando da educação dela. Junto com a escola. Eu e Antonio. Nós conversamos sobre o comportamento dela, sobre valores, gentileza, boa convivência. Todos os dias.
Dá trabalho. É um trabalho recompensador, porque não somos rudes ou agressivos como eu já vi muita mãe e pai ser. Conversamos. E ela diz: "Tá, papai". "Tá, mamãe".
E se comporta muito bem. Nunca sai correndo, segura em nossas mãos sempre. Pede o que quer e resigna-se ao ouvir um não. Às vezes, como é muito pequena, não é tão simples, mas, ainda assim, ela nos escuta e se comporta muito bem. Não é agressiva e não bate ou morde outras crianças!
E eu não dirijo que nem louca, abomino quem faz do carro uma arma estúpida no trânsito. Já perdi conhecidos em acidentes brutais, por absoluta irresponsabilidade de motoristas criminosos...E se minha filha demonstrar que não dirigirá com prudência sempre, não dirigirá meu carro, porque não posso ser cúmplice desse tipo de coisa...
Nós precisamos conversar com nossos filhos, mas demonstrando a eles que o descumprimento às orientações dos pais é exemplo de falta de carater, de ética social. E que muitas vezes a falta de carater ofende não só pai e mãe, mas outras pessoas fora de casa...Estamos em sociedade e nossos filhos devem aprender a respeitar todas as pessoas. Ou o quê? Ou o quê? Nada! Não pode haver alternativa, não dá para aceitar tranquilamente um filho egoísta mimado que não respeita ninguem a não ser a si mesmo...
Nós somos familia e sociedade ao mesmo tempo. Em casa, estamos em familia, mas quando saimos de casa, dirigindo um carro, estamos em sociedade e não dá para formar um filho cujo carater é incompativel com o meio em que se insere, com o que se espera socialmente de cada pessoa, senso de uma sociedade justa, de bom senso, de paz...
Eu creio que a imprudência que determinou o acidente poder ter sido a do ciclista, por tudo o que eu já vi no transito. Mas, os especialistas podem demonstrar que ele foi uma vitima desde o inicio. Isso é uma questao tecnica. A questao moral subjacente a tudo isso é uma questao tão comum...Ha um sem numero de jovens que já mataram no transito e seus pais - ricos, de classe media ou baixa, fizeram de tudo para que eles nao fossem para a cadeia...E a maioria mesmo nao foi...Alguns querem questionar o fato de Eike poder pagar advogado para seu filho nao ir para a cadeia, como se isso fosse possível só a ele...Isso é o dia-a-dia de acidentes de transito...Dia-a-dia...Isso é muito triste...De uma socidade sem educação...De pais que não estao educando seus filhos...Até para você pedalar uma bicicleta tem que ter educaçao social...Um vizinho meu morreu, estava de moto e foi surpreendido por um pedestre imprudente...
Do pai que apaga os rastros do crime no tunel no Rio de janeiro, suborna o guarda, tudo para seu filho poder voltar a dirigir como se NADA tivesse acontecido...
Até para sair na rua nossos filhos tem que ser educados...Ou vamos inventar coleiras para todas as idades...coleiras para crianças descontroladas e mal educadas, jovens e adultos descontrolados e mal educados...
É uma grande loucura, um desespero que só um pai e uma mãe podem sentir...E tentam resolver os problemas dos seus filhos escondendo, não contando a ninguem...
Mães que não contam nem aos maridos onde seus filhos estão, para onde sairam, como estao dirigindo...Protegem seus filhos ao máximo...E devem rezar à noite para que a irresponsabilidade deles nao tenha sequelas...Não quero estar no lugar dessas mães, que carregam consigo o medo, o temor pelas acões de seus filhos...Dá até para sentir pena dessas mães, não fossem elas responsáveis pelos erros junto com seus filhos...As cúmplices de sua falta de ética e carater, desrespeito a qualquer pessoa...
Mas, enquanto esses pais reparam que o vizinho troca muito de carro, que o filho do vizinho dirige rápido demais, que a filha da vizinha já frequenta motel, que o filho do vizinho rouba, trafica droga, que conta mentiras, que engravidou fulana, siclana...Seus próprios filhos se drogam, dirigem de forma irresponsavel também, suas filhas comportam-se como as filhas das vizinhas...Tudo igual...
Sejamos realistas: sem educação...não há saída para todo esse caos ético...
Que pena...Pena dessas familias, em seus laços de hipocrisia perniciosa...Pena das vítimas da falta de educaçao, de respeito, de bom senso, de prudência...
COMO gostar disso???????????????????????????????????????????
Beijos,
Gilda
agora que não sai mais todo dia no jornal alguma noticia a respeito do atropelamento envolvendo o Thor Batista...Rs...Conversemos...Rs.
Recentemente escutava o radio e um especialista em transito aqui em Curitiba defendia mais mudanças no transito daqui. Muitas ruas ja tem limite de 40km e outras de 60 km. O transito aqui é bem lento. Segundo as concessionarias, aqui há um dos maiores numeros de carro por familia do país. E radares, muitos radares...Rs.
Bom, as mudanças defendidas eram no sentido de ampliar-se o numero de ruas com 40 ou 60km/h. Ainda segundo o especialista, as chances de um atropelamento não redundar em morte vinculam-se a uma velocidade limite de 60km/h. Acima disso, a cada aceleração um atropelamento rapidamente torna-se fatal...
A educação realmente é revolucionária. Porque para uma pessoa dirigir muito acima da velocidade limite, sem maiores preocupações, ou ela não tem educação ou, tendo esta, falta-lhe, porem, carater...E isso continua sendo um problema de educação, não é mesmo? A educação resolveria todos nossos problemas, penso...
Mas, é lamentável que muitos pais acham que devam dar aos filhos de quase tudo: comida farta, bebida bastante para tornarem-se bêbados eventuais, roupas, sapatos, presentes e mais presentes, carro...
Mas, educação...Não. Só faltam dizer: "mas, oras, pagamos colégios tão carosss"...Mas, não educaram...Nem querem se dar ao trabalho de educar seus filhos...E se estes tornam-se problemáticos..."toda familia tem sua ovelha negra"...Afinal, muitos pais nunca se responsabilizam por demérito de filho, só se orgulham e se tornam partícipes de seus méritos...Eita...
Então, nossa falta de educação, de parâmetro moral na casa dos pais se reflete em toda essa corrupção social...Jovens que dirigem como loucos, a 140km, 160km/h em avenidas normais das cidades, que podem matar de forma brutal qualquer pessoa que lhes atravesse o caminho...
Pessoas que andam de bicicleta, sobre motos ou a pé e não observam o transito, nao respeitam regra de civilidade alguma, nao agem com prudencia...
E em meio a todo esse caos de comportamentos tão ruins e ao mesmo tempo, praticados por quase todo mundo em algum momento do dia ou da noite, o acidente com o filho do Eike...
É sempre assim...Como tem gente que odeia qualquer pessoa bem sucedida ou bonita nesse mundo...rs...É bem ridículo, mas conheço mulheres que acham que todas as loiras ou lindonas devam ser nojentas e metidas...Rs...E gente que acha que todo rico é mau carater brabo...Rs...E, claro, isso veio a tona no caso Thor...
A imprudência não é privilegio dos ricos, ora digo eu! Se assim fosse, nosso transito nas areas nao frequentadas pelos ricos seria lindo. Mas, nao é. Os jovens da classe media também tem pais que não os educam, que sabem que seus filhos não são motoristas responsáveis, mas entregam-lhes diariamente os carros, mesmo quando sabem que seus filhos beberam demais...
Por isso eu sei que muitas mães sentiram um arrepio terrível diante do acidente do Thor...Porque podia ser o filho delas...Elas sabem disso, elas temem isso...
E ainda deve ter tido mãe que falou mal do Thor, mesmo sabendo que seu filho expõe-se ao mesmo risco diariamente...Mas, enquanto não acontecer com o filho dela, irresponsável é o filho dos outros...
Semana passada, um homem, em um carro descontrolado, fez uma contramão e quase me acertou...Para desviar de mim, ele subiu na calcada com o carro e seguiu por ela com velocidade...O olhar daquele homem, naquele carro, desesperado, vai ficar na minha memória por um tempo... sei lá o que aconteceu para aquele homem parar o carro...Bateu, atropelou alguém, destruiu um bem de alguém, matou alguém...
Filho é um ser muito especial, porque nos vemos neles...Eu vejo meus cabelos nos cabelos da minha filha, ela imita todas as minhas expressões, quer usar tudo o que eu uso, e eu estou cuidando da educação dela. Junto com a escola. Eu e Antonio. Nós conversamos sobre o comportamento dela, sobre valores, gentileza, boa convivência. Todos os dias.
Dá trabalho. É um trabalho recompensador, porque não somos rudes ou agressivos como eu já vi muita mãe e pai ser. Conversamos. E ela diz: "Tá, papai". "Tá, mamãe".
E se comporta muito bem. Nunca sai correndo, segura em nossas mãos sempre. Pede o que quer e resigna-se ao ouvir um não. Às vezes, como é muito pequena, não é tão simples, mas, ainda assim, ela nos escuta e se comporta muito bem. Não é agressiva e não bate ou morde outras crianças!
E eu não dirijo que nem louca, abomino quem faz do carro uma arma estúpida no trânsito. Já perdi conhecidos em acidentes brutais, por absoluta irresponsabilidade de motoristas criminosos...E se minha filha demonstrar que não dirigirá com prudência sempre, não dirigirá meu carro, porque não posso ser cúmplice desse tipo de coisa...
Nós precisamos conversar com nossos filhos, mas demonstrando a eles que o descumprimento às orientações dos pais é exemplo de falta de carater, de ética social. E que muitas vezes a falta de carater ofende não só pai e mãe, mas outras pessoas fora de casa...Estamos em sociedade e nossos filhos devem aprender a respeitar todas as pessoas. Ou o quê? Ou o quê? Nada! Não pode haver alternativa, não dá para aceitar tranquilamente um filho egoísta mimado que não respeita ninguem a não ser a si mesmo...
Nós somos familia e sociedade ao mesmo tempo. Em casa, estamos em familia, mas quando saimos de casa, dirigindo um carro, estamos em sociedade e não dá para formar um filho cujo carater é incompativel com o meio em que se insere, com o que se espera socialmente de cada pessoa, senso de uma sociedade justa, de bom senso, de paz...
Eu creio que a imprudência que determinou o acidente poder ter sido a do ciclista, por tudo o que eu já vi no transito. Mas, os especialistas podem demonstrar que ele foi uma vitima desde o inicio. Isso é uma questao tecnica. A questao moral subjacente a tudo isso é uma questao tão comum...Ha um sem numero de jovens que já mataram no transito e seus pais - ricos, de classe media ou baixa, fizeram de tudo para que eles nao fossem para a cadeia...E a maioria mesmo nao foi...Alguns querem questionar o fato de Eike poder pagar advogado para seu filho nao ir para a cadeia, como se isso fosse possível só a ele...Isso é o dia-a-dia de acidentes de transito...Dia-a-dia...Isso é muito triste...De uma socidade sem educação...De pais que não estao educando seus filhos...Até para você pedalar uma bicicleta tem que ter educaçao social...Um vizinho meu morreu, estava de moto e foi surpreendido por um pedestre imprudente...
Do pai que apaga os rastros do crime no tunel no Rio de janeiro, suborna o guarda, tudo para seu filho poder voltar a dirigir como se NADA tivesse acontecido...
Até para sair na rua nossos filhos tem que ser educados...Ou vamos inventar coleiras para todas as idades...coleiras para crianças descontroladas e mal educadas, jovens e adultos descontrolados e mal educados...
É uma grande loucura, um desespero que só um pai e uma mãe podem sentir...E tentam resolver os problemas dos seus filhos escondendo, não contando a ninguem...
Mães que não contam nem aos maridos onde seus filhos estão, para onde sairam, como estao dirigindo...Protegem seus filhos ao máximo...E devem rezar à noite para que a irresponsabilidade deles nao tenha sequelas...Não quero estar no lugar dessas mães, que carregam consigo o medo, o temor pelas acões de seus filhos...Dá até para sentir pena dessas mães, não fossem elas responsáveis pelos erros junto com seus filhos...As cúmplices de sua falta de ética e carater, desrespeito a qualquer pessoa...
Mas, enquanto esses pais reparam que o vizinho troca muito de carro, que o filho do vizinho dirige rápido demais, que a filha da vizinha já frequenta motel, que o filho do vizinho rouba, trafica droga, que conta mentiras, que engravidou fulana, siclana...Seus próprios filhos se drogam, dirigem de forma irresponsavel também, suas filhas comportam-se como as filhas das vizinhas...Tudo igual...
Sejamos realistas: sem educação...não há saída para todo esse caos ético...
Que pena...Pena dessas familias, em seus laços de hipocrisia perniciosa...Pena das vítimas da falta de educaçao, de respeito, de bom senso, de prudência...
COMO gostar disso???????????????????????????????????????????
Beijos,
Gilda
Assinar:
Postagens (Atom)